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Cultura

Jornalismo esportivo baiano perde Tony Carneiro, voz da Rádio Metrópole, aos 58 anos

José Antônio Carneiro, o "madeirada" que cobriu o Vitória e o Bahia por décadas, faleceu neste sábado em Santo Estêvão após parada cardiorrespiratória.

Redação ChicoSabeTudo
28 de junho, 2026 · 12:51 1 min de leitura
Microfone de rádio em estúdio, representando o jornalismo esportivo baiano
Microfone de rádio em estúdio, representando o jornalismo esportivo baiano

O radialista esportivo José Antônio Carneiro, conhecido no meio jornalístico baiano como Tony Carneiro, morreu na manhã deste sábado, 27, na cidade de Santo Estêvão, no interior da Bahia. A confirmação veio por meio de familiares. Ele tinha 58 anos.

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Segundo informações divulgadas pelo portal A Tarde, Tony passou mal durante a madrugada com fortes dores no abdômen. Foi levado ao hospital, onde ficou internado, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Quem comunicou a morte foi seu filho, Luís Ricardo.

Tony havia se afastado da profissão após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, desde então, vivia em Santo Estêvão, município localizado na Região Metropolitana de Feira de Santana.

Na crônica esportiva da Bahia, Tony era reconhecido pelo apelido "madeirada" e construiu uma carreira sólida nas rádios do estado. Era o setorista do Esporte Clube Vitória na Rádio Metrópole e também acumulou passagens pelas Rádios Sociedade, Itapoan e Transamérica.

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A dedicação ao jornalismo esportivo o colocou durante anos na linha de frente da cobertura dos principais clubes baianos. Em determinado momento, o próprio Tony afirmou ter "12 anos cobrindo o Bahia", ao rebater uma crítica recebida durante uma coletiva de imprensa. Esse tipo de postura direta e presente nas redações marcou sua identidade profissional.

A Associação Bahiana de Cronistas Desportivos (ABCD) sempre demonstrou carinho pelo radialista, tendo mobilizado colegas e amigos quando Tony precisou ser internado anteriormente em decorrência de problemas de saúde.

Com a morte de Tony Carneiro, o rádio esportivo baiano perde uma figura que acompanhou gerações de torcedores nas coberturas de Bahia e Vitória. A voz que ecoou pelas frequências das principais emissoras do estado se cala, mas a memória de décadas de trabalho permanece entre colegas de profissão e fãs.

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