O cantor Natanzinho Lima, de 23 anos, foi além dos bastidores dos shows ao aparecer no podcast Podpah, na última quinta-feira (21/5), e revelar que usa o medicamento Venvanse — um psicoestimulante de tarja preta — antes de cada apresentação. O jovem artista também contou que passou por uma crise séria depois de combinar a substância com bebidas alcoólicas e cigarros.
Segundo Natanzinho, o episódio aconteceu durante uma festa na casa da dupla Henrique e Juliano. Na ocasião, ele estava tomando a dose mais alta do remédio, de 70 mg, e acabou fumando cerca de 15 cigarros em uma única noite. No dia seguinte, acordou com sintomas assustadores.
"O coração doendo, a boca seca, o pulmão… e uma arritmia do cão. Eu disse: eu vou morrer hoje!", relatou o cantor durante a entrevista.
Apesar do susto, Natanzinho admitiu que o uso do Venvanse virou rotina antes dos shows, justamente pela energia que o remédio proporciona. "Tomo a pílula antes do show. O Venvanse. O primeiro que eu tomei foi o de 70mg. Esse negócio é massa demais. Dá uma vontade de viver, uma alegria tão grande", declarou.
O artista ainda revelou que tem um problema no coração e evita certas combinações por causa da pressão baixa. Na mesma entrevista, ele contou que teve o primeiro contato com estimulantes ainda na infância, quando experimentou o "rebite" — anfetamina geralmente usada de forma ilícita por caminhoneiros para inibir o sono — pela primeira vez aos 12 anos de idade. "Na minha vida toda, eu tomei cinco vezes. Lá é normal. Mas depois foi morrendo os caminhoneiro na minha família", disse.
O Venvanse é um medicamento indicado para o tratamento de TDAH e compulsão alimentar, vendido apenas com receita médica e retenção de receituário. Segundo especialistas, combiná-lo com álcool pode sobrecarregar o coração e provocar taquicardia, oscilações de pressão e, em casos graves, colapso cardíaco. A assessoria do cantor não se pronunciou sobre o uso supervisionado do medicamento.
Natanzinho tem uma agenda intensa em maio de 2026 — são 22 shows no mês, com várias "dobradinhas" em cidades distantes no mesmo dia, o que evidencia a pressão que artistas desse porte enfrentam na rotina de trabalho.







