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Deolane Bezerra é presa durante operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Investigação aponta que a advogada teria recebido repasses milionários por meio de transportadora usada como fachada pela facção

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
21 de maio, 2026 · 08:34 2 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
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PI 637

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Segundo as investigações, Deolane teria recebido recursos provenientes da facção criminosa por meio de uma empresa de transportes apontada como braço financeiro do PCC. A transportadora, identificada como Lopes Lemos Transportes Ltda — conhecida como "Lado a Lado Transportes" —, teria movimentado mais de R$ 20 milhões com incompatibilidade entre os valores declarados ao Fisco e as movimentações rastreadas pelos investigadores.

A operação é conduzida pela Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Presidente Prudente. Além de Deolane, a ação também mira Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do PCC, e seus familiares: o irmão Alejandro Camacho, a sobrinha Paloma Sanches Herbas Camacho e o sobrinho Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Completa a lista Everton de Souza, o "Player", apontado como operador financeiro da facção.

Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Marcola e o irmão já se encontravam presos na Penitenciária Federal de Brasília.

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As investigações tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro de uma penitenciária em Presidente Venceslau. O material revelou detalhes sobre a estrutura interna do PCC, ordens da cúpula e possíveis ameaças a agentes públicos.

A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores. Também foram sequestrados 17 veículos — entre eles carros de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões — e quatro imóveis ligados aos investigados. A operação ainda tem desdobramentos internacionais: três investigados que estariam na Itália, Espanha e Bolívia foram incluídos na lista de difusão vermelha da Interpol.

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