O YouTube enfrenta críticas de especialistas devido à sua nova política de biometria vinculada à ferramenta de "detecção de semelhança", que visa ajudar criadores a remover deepfakes. A ferramenta, lançada em outubro de 2023, exige que os usuários submetam um documento oficial e um vídeo biométrico para verificar sua identidade.
A empresa afirmou à CNBC que a utilização de dados biométricos para treinar sistemas de inteligência artificial nunca foi realizada, mas irá rever a linguagem utilizada em seus termos de uso sem alterar sua política central. Mais de 3 milhões de criadores do Programa de Parcerias do YouTube terão acesso a essa nova função até janeiro de 2024.
Especialistas em privacidade, no entanto, alertam que a conexão com a política de privacidade do Google abre possibilidades para o uso futuro dos dados dos criadores. Empresas especializadas na proteção de imagem, como a Vermillio e a Loti, têm recomendado que não se utilizem essas ferramentas.
O médico e influenciador Mikhail Varshavski, conhecido como “Doctor Mike”, relatou episódios frequentes de deepfakes que utilizam sua imagem e voz em anúncios fraudulentos. Com o avanço de modelos de IA como o Sora, da OpenAI, e o Veo 3, do Google, essas ocorrências têm se intensificado.
Embora o YouTube estude possibilidades de monetização para o uso não autorizado de imagens, ainda não apresentou um cronograma ou propostas concretas para implementação.







