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Relatório da ONU diz que IA pode aumentar desigualdades globais

Relatório do PNUD destaca que a IA pode exacerbar desigualdades, afetando grupos vulneráveis como mulheres e jovens no mercado de trabalho.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
02 de dezembro, 2025 · 16:18 2 min de leitura
O risco de exclusão é um problema para quem enfrenta dificuldades para conseguir ter acesso a habilidades, energia elétrica e conectividade à internet, além de um grupo de pessoas desfavorecidas, como idosos e pessoas deslocadas devido a confrontos civis, guerras e desastres climáticos (Imagem: IM Imagery / Shutterstock)
O risco de exclusão é um problema para quem enfrenta dificuldades para conseguir ter acesso a habilidades, energia elétrica e conectividade à internet, além de um grupo de pessoas desfavorecidas, como idosos e pessoas deslocadas devido a confrontos civis, guerras e desastres climáticos (Imagem: IM Imagery / Shutterstock)

Um relatório divulgado nesta terça-feira (2) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) aponta que o avanço da inteligência artificial (IA) pode aprofundar as desigualdades globais. A pesquisa adverte que este cenário pode criar uma nova "Grande Divergência", reminiscentes das transformações da era industrial, onde países ocidentais modernizaram-se rapidamente, enquanto outros permaneceram à margem.

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A tecnologia, segundo o PNUD, não é neutra. Os benefícios advindos da IA, que incluem melhorias em saúde, agricultura, previsão climática e serviços públicos, tendem a se concentrar em regiões com maior investimento e infraestrutura digital. Em locais sem acesso a internet confiável e capacitação técnica, as promessas da IA podem não ser cumpridas, acentuando desigualdades já existentes.

O relatório identifica grupos vulneráveis que podem enfrentar os maiores desafios neste contexto. Mulheres, jovens, pessoas de áreas rurais e comunidades marginalizadas correm risco elevado de sofrer os impactos negativos da automação em suas profissões. Empregos onde predominam mulheres têm quase o dobro de chance de serem automatizados em comparação aos de homens. Para os jovens, especialmente entre 22 e 25 anos, um dos principais receios é que a entrada no mercado de trabalho seja dificultada, haja vista a automação iminente.

Além disso, o uso de algoritmos pode reforçar preconceitos sociais, uma vez que muitos são treinados com dados provenientes de realidades urbanas ou privilegiadas. Isso pode resultar na exclusão de comunidades rurais, indígenas ou marginalizadas do acesso a serviços essenciais e oportunidades de desenvolvimento.

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O PNUD enfatizou que a adoção da IA deve ser inclusiva e não se limitar à rapidez da implementação. Michael Muthukrishna, da London School of Economics e um dos autores do relatório, afirmou que é essencial priorizar as pessoas antes da tecnologia. Ele destacou:

“Precisamos garantir que a tecnologia não venha em primeiro lugar, mas sim as pessoas”
, durante o lançamento do relatório em Bangkok.

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