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Capacitação de jangadeiros e guias marca nova fase do turismo sustentável nas piscinas de Maceió

O Projeto Litoral Saudável une ciência oceânica, educação ambiental e qualificação profissional para proteger os recifes de coral da capital alagoana e melhorar a experiência dos visitantes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
18 de maio, 2026 · 09:49 2 min de leitura
Jangadeiro conduzindo turistas nas piscinas naturais de Maceió, com recifes de coral ao fundo
Jangadeiro conduzindo turistas nas piscinas naturais de Maceió, com recifes de coral ao fundo

Uma iniciativa que mistura ciência do mar, educação ambiental e qualificação profissional está mudando a rotina de trabalhadores que atuam nas famosas piscinas naturais de Maceió. O Projeto Litoral Saudável, desenvolvido em Alagoas, já está em execução nos pontos turísticos de Pajuçara e Ponta Verde — dois dos cartões-postais mais visitados da capital alagoana.

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Segundo informações divulgadas pelo projeto, a iniciativa envolve diretamente 120 jangadeiros e 80 guias de turismo, que passam por capacitações voltadas tanto ao atendimento ao visitante quanto ao cuidado com o ecossistema recifal local. A formação inclui módulos sobre conduta consciente em ambientes de corais, hospitalidade, primeiros socorros e educação oceânica.

As piscinas naturais de Maceió estão inseridas em uma região de alto valor ambiental: a Costa dos Corais, que abriga o segundo maior banco de arrecifes do mundo, atrás apenas da Grande Barreira de Coral da Austrália. A bióloga Izis Melo, responsável pelo projeto, destaca que a educação ambiental é o eixo central de toda a proposta. "A educação ambiental é o único caminho para uma transformação sólida e concreta", afirmou ela, segundo a fonte original.

O projeto está alinhado à Década da Ciência Oceânica, agenda internacional promovida pela ONU, e atua em seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A parceria com a ABIH-AL (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Alagoas) garante o envolvimento do setor hoteleiro nas ações de qualificação. Recursos para a execução vieram de duas emendas parlamentares do deputado estadual Cabo Bebeto (PL), conforme informações divulgadas pelo instituto.

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Entre os próximos passos previstos estão a modernização da infraestrutura da orla, a implantação de um sistema de voucher digital para compra de passeios e uma plataforma de avaliação do turista. O projeto prevê ainda palestras para pescadores sobre como evitar a chamada pesca fantasma — prática que abandona redes no mar, causando danos à fauna marinha.

Apesar dos avanços, a iniciativa enfrenta resistências. A bióloga Izis Melo aponta que parte dos profissionais do setor ainda prioriza o lucro imediato em detrimento da preservação. Ela ressalta também a necessidade de maior engajamento do setor privado, que é diretamente beneficiado pelo turismo nas piscinas naturais, mas ainda participa de forma limitada nas ações do projeto.

A visita às piscinas naturais de Pajuçara e Ponta Verde é um dos programas turísticos mais tradicionais de Maceió. As embarcações saem da orla conduzidas pelos jangadeiros locais e levam os visitantes a contemplar peixes coloridos em águas rasas e cristalinas. A conservação desse ecossistema é tratada pelo projeto não só como responsabilidade ambiental, mas como condição para a sustentabilidade econômica do próprio turismo na região.

O jangadeiro João Santos, que atua nas piscinas e passou pelas capacitações, destacou os efeitos práticos do treinamento no seu dia a dia de trabalho — melhorando tanto o cuidado com o ambiente marinho quanto a qualidade do atendimento ao turista, segundo relato divulgado pela fonte original.

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