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União Europeia Alerta Meta por Bloquear Acesso de IAs no WhatsApp

Meta recebe aviso da União Europeia por restringir acesso de IAs concorrentes ao WhatsApp, enfrentando possível imposição de liberar chatbots e investigação no Brasil.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
09 de fevereiro, 2026 · 12:28 3 min de leitura
(Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock)
(Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock)

Uma batalha no mundo da tecnologia está ganhando força. A Meta, a gigante por trás do popular aplicativo WhatsApp, recebeu um aviso formal e sério da União Europeia nesta segunda-feira (09). O problema? A empresa está impedindo que inteligências artificiais (IAs) de outras companhias funcionem dentro do seu aplicativo de mensagens, dando preferência clara à sua própria IA, a Meta AI. O bloco econômico ameaça forçar a empresa a abrir suas portas para os concorrentes, com o objetivo de evitar que o mercado de IAs seja prejudicado.

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Essa confusão toda começou com uma nova política da Meta. A partir de 15 de janeiro de 2026, a empresa definiu que apenas a sua própria IA, batizada de Meta AI, poderia ser usada dentro do WhatsApp. Isso significa que os robôs de conversa inteligentes (os famosos chatbots) criados por outras empresas, como a OpenAI e a Perplexity, foram barrados de oferecer seus serviços diretamente aos bilhões de usuários do aplicativo.

Meta sob pressão: Europa e Brasil de olho nas IAs

A Comissão Europeia, responsável por criar as regras na União Europeia, não viu com bons olhos essa decisão e enviou um alerta formal à Meta. Os reguladores europeus acreditam que a Meta está usando o fato de o WhatsApp ser um aplicativo gigantesco para "empurrar" sua própria IA e impedir que empresas concorrentes, principalmente as menores, consigam crescer e inovar. Para proteger a concorrência enquanto o processo judicial está em andamento, a UE já ameaça aplicar “medidas temporárias”. Essas medidas poderiam obrigar a Meta a permitir que as IAs de outras empresas voltem a funcionar no WhatsApp imediatamente, antes mesmo que o julgamento principal termine.

A Meta, por sua vez, defende sua posição, dizendo que não há motivo para tal intervenção. A empresa argumenta que os usuários podem encontrar outras IAs em diversos lugares, como em lojas de aplicativos, em sites e até em outros aparelhos. Além disso, a Meta discorda da ideia de que o WhatsApp seria o único, ou o mais importante, caminho para essas ferramentas chegarem aos usuários.

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A briga pela concorrência no mercado de inteligência artificial não está restrita à Europa. Aqui no Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também está investigando se a Meta está abusando de seu poder de mercado para favorecer a Meta AI. Embora a Justiça brasileira tenha autorizado a empresa a manter essa proibição por enquanto, o processo continua para uma decisão final. A questão é global, com outros países, como a Itália, já discutindo medidas parecidas desde dezembro.

“É preciso proteger a disputa justa nesse mercado novo da IA”, explicou Teresa Ribera, chefe de antitruste da União Europeia.

Essa discussão acontece em um momento de certa tensão, já que o governo dos Estados Unidos costuma criticar as regras consideradas mais rígidas que a Europa impõe às suas grandes empresas de tecnologia. Agora, a Meta tem o direito de apresentar sua defesa formalmente antes que qualquer medida temporária seja aplicada na União Europeia. A decisão final do bloco econômico dependerá muito dessa resposta da empresa, que enfrenta um grande desafio para seu modelo de negócio com IA.

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