A Uber decidiu mudar o jogo e anunciou um investimento pesado de US$ 10 bilhões, cerca de R$ 50 bilhões, para colocar frotas de carros que dirigem sozinhos nas ruas. O objetivo da gigante das corridas por aplicativo é ter esses veículos autônomos operando em pelo menos 15 cidades já no ano de 2026.
A maior parte desse dinheiro, aproximadamente R$ 37 bilhões, será usada exclusivamente para a compra dos veículos. Para tirar o plano do papel, a Uber fechou parcerias com diversas empresas de tecnologia e montadoras, incluindo nomes conhecidos como a chinesa Baidu e a fabricante de elétricos Lucid.
Essa movimentação marca uma reviravolta na estratégia da companhia. Em 2020, a Uber havia vendido sua divisão de tecnologia autônoma para focar em lucro imediato. Agora, o comando da empresa decidiu gastar o dobro do que recebeu na época para não ficar para trás na corrida tecnológica.
A pressa tem uma explicação clara: a concorrência está apertada. Empresas como a Waymo, do Google, e a Tesla, de Elon Musk, já estão avançando rápido nesse setor. Em São Francisco, nos Estados Unidos, a Waymo já abocanhou 16% do mercado de corridas, ameaçando a soberania da Uber.
Além de comprar os carros, a Uber quer ser a ponte entre os fabricantes de tecnologia e o passageiro final. O plano inclui parcerias com bancos e fundos de investimento para bancar a manutenção das frotas, transformando os carros em ativos financeiros lucrativos.
Apesar do investimento bilionário, os robotáxis ainda são uma pequena parte do que a Uber faz hoje. No entanto, a empresa acredita que esse é um mercado de trilhões de dólares e aposta na sua enorme base de usuários para convencer as fabricantes de que o aplicativo continua sendo a melhor vitrine do mundo.







