Um novo equipamento desenvolvido na Bahia promete ser um aliado de peso para quem trabalha carregando carga ou em funções que exigem muito esforço físico. Um estudante de Engenharia Mecatrônica da UFBA criou um exoesqueleto projetado especificamente para proteger a região lombar e evitar o desgaste da coluna.
O dispositivo funciona de forma passiva, ou seja, utiliza a própria resistência do material para dar suporte ao corpo, sem a necessidade de motores elétricos. Na prática, o trabalhador veste o equipamento como se fosse um colete, garantindo mais conforto e estabilidade durante a jornada laboral.
Durante os testes iniciais realizados com voluntários, os resultados foram animadores. Além de proteger a coluna, o uso do equipamento ajudou a manter a frequência cardíaca mais baixa e melhorou a oxigenação dos usuários, sinalizando que o corpo faz menos esforço para realizar as mesmas tarefas.
O projeto foi idealizado por Rafael Figueiredo, sob orientação do professor Marcus Americano. Embora tenha sido pensado inicialmente para o setor industrial, os desenvolvedores afirmam que a tecnologia pode ser adaptada para qualquer pessoa que realize atividades braçais repetitivas.
A inovação já recebeu o reconhecimento oficial com a concessão de uma patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Isso garante a proteção da ideia e abre caminho para que o protótipo possa, no futuro, ser fabricado em larga escala e chegar ao mercado.
Agora, o pesquisador pretende aprofundar os estudos durante o mestrado para refinar o protótipo. O objetivo final é unir engenharia e saúde para entregar uma ferramenta que melhore a qualidade de vida do trabalhador brasileiro e diminua o número de afastamentos por lesões nas costas.







