A Avenida Maranhão, na Zona Oeste de Aracaju (SE), entrou oficialmente em fase de obras nesta segunda-feira (25). A concessionária Iguá Sergipe iniciou a substituição da rede de abastecimento de água no trecho compreendido entre a Avenida General Euclides Figueiredo e a rua Pará, no sentido da Avenida Matadouro.
Segundo a Iguá Sergipe, responsável pelo serviço, cerca de 3,8 quilômetros de tubulação serão trocados ao longo da obra, que tem previsão de conclusão até dezembro deste ano. O investimento é de aproximadamente R$ 5 milhões.
A intervenção não chegou de surpresa. A rede atual é composta por tubulação de amianto instalada há cerca de 30 anos e passou a apresentar rompimentos frequentes. Entre abril de 2025 e janeiro de 2026, foram registrados ao menos dez rompimentos na rede de abastecimento da região. Os problemas comprometiam diretamente o andamento da obra de reestruturação viária e macrodrenagem da avenida.
A Prefeitura de Aracaju chegou a entrar com ação na Justiça, em 23 de fevereiro, para exigir que a Iguá realizasse a substituição imediata de 3.964 metros de rede adutora na avenida. Além disso, o município acionou a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese), solicitando fiscalização e investimentos para modernização das redes antigas de abastecimento da capital.
Para quem passa pela via, a mudança no trânsito já é realidade. O serviço será realizado diariamente, das 7h às 17h, no trecho compreendido entre a Avenida Euclides Figueiredo e a rua Pará, no sentido Avenida Matadouro. A maior parte dos trabalhos será feita na área da calçada, o que permitirá a manutenção do fluxo de veículos em meia-pista durante a execução do serviço. À noite, o tráfego nos dois sentidos será liberado por completo.
Os condutores também poderão optar pela utilização da Avenida São Paulo e pela Rua Alagoas para evitar congestionamentos. Caso seja identificada a necessidade de intervenções na faixa da direita da avenida, poderá haver interdição total temporária e implantação de sistema binário para manter a fluidez do trânsito.
Equipes da SMTT acompanharão a operação e poderão adotar ajustes no tráfego conforme a necessidade. Segundo a Emurb, a permanência da tubulação antiga poderia comprometer etapas importantes da restauração da avenida, como os serviços de subleito, base e sub-base, já que a infiltração constante de água no solo provoca desgaste do material utilizado e prejudica a estrutura do pavimento.
A obra da Avenida Maranhão busca solucionar um problema histórico da região, marcada por pontos críticos de alagamento durante os períodos de chuvas intensas. Até o momento, já foram executados cerca de 4 km de drenagem, além da revitalização de passeios, ciclofaixas e ciclovias.
A estratégia adotada pela Prefeitura prevê que, à medida que um dos lados da via seja concluído, sejam iniciadas em paralelo as etapas de terraplanagem e pavimentação asfáltica, seguidas pela implantação da nova sinalização vertical e horizontal. A Avenida Maranhão concentra intenso fluxo de veículos, circulação de pedestres, comércio, residências e equipamentos públicos, como o Hospital Municipal Zona Norte Dr. Nestor Piva.







