Uma explosão solar de intensidade moderada colocou a NASA e a NOAA em estado de alerta máximo nesta semana. O fenômeno lançou uma nuvem de partículas carregadas de radiação exatamente no caminho da missão Artemis 2, que leva quatro astronautas para a órbita da Lua.
O grande perigo é que, ao sair da órbita terrestre, a tripulação perde a proteção do escudo magnético do nosso planeta. Fora dessa barreira natural, os astronautas ficam expostos diretamente aos riscos biológicos da radiação e a nave pode sofrer falhas nos sistemas de comunicação.
A tempestade geomagnética foi classificada no nível G2. De acordo com os especialistas, o Sol está em uma fase de alta atividade, o que aumenta a frequência dessas erupções. O monitoramento é feito em tempo real para garantir que a cápsula Orion consiga atravessar a zona de risco sem danos graves.
Apesar do susto com o clima espacial, a missão segue o cronograma de dez dias de viagem. A estratégia utiliza a gravidade da Lua como um "estilingue" para trazer os astronautas de volta para casa com segurança, em uma manobra conhecida como trajetória de livre retorno.
Lançada na última quarta-feira, a Artemis 2 marca o retorno de missões tripuladas ao redor da Lua após mais de 50 anos. A NASA reforçou que, embora a atividade solar exija vigilância constante, a tecnologia da nave está sendo testada ao limite para proteger os exploradores no vácuo espacial.







