O telescópio espacial James Webb, da NASA, detectou sinais que podem mudar o que sabemos sobre a origem de tudo. Pesquisadores encontraram indícios das chamadas estrelas de População III, os primeiros astros que brilharam no Universo, localizados em uma galáxia extremamente distante chamada GN-z11.
Essas estrelas teriam surgido cerca de 13,4 bilhões de anos atrás, em uma época em que o espaço era composto basicamente apenas por hidrogênio e hélio. A descoberta é considerada um marco porque esses objetos seriam os responsáveis por criar os elementos químicos que formaram os planetas e a vida como conhecemos hoje.
Dois estudos independentes, liderados por universidades da Itália e do Reino Unido, analisaram os dados e chegaram à mesma conclusão. Eles identificaram uma nuvem de gás hélio quase pura ao redor da galáxia, sem sinais de metais pesados, o que prova que o ambiente ainda era muito primitivo e pouco evoluído.
Um ponto que chamou a atenção foi a detecção de uma radiação muito intensa em um objeto próximo à galáxia. Segundo os cientistas, esse tipo de energia só poderia ser gerado por estrelas gigantescas e muito quentes, com massa até 100 vezes maior que a do nosso Sol.
Embora os resultados sejam empolgantes, os astrônomos mantêm os pés no chão e afirmam que a descoberta ainda precisa de confirmação definitiva. Outras possibilidades, como buracos negros, foram testadas, mas a hipótese das estrelas primordiais é a que melhor explica o que o telescópio viu.
Novas observações já estão sendo planejadas para eliminar qualquer dúvida. Se confirmado, o James Webb terá conseguido registrar o exato momento em que o Universo começou a se transformar de um vazio escuro em um lugar cheio de galáxias e luz.







