Imagine uma pessoa com paralisia conseguindo mover um braço robótico ou uma cadeira de rodas inteligente só com a força do pensamento. Isso não é mais coisa de filme. Na China, testes com essa tecnologia já estão mostrando resultados impressionantes e ajudando gente de verdade.
A novidade se chama Interface Cérebro-Computador (BCI), um sistema que conecta o cérebro diretamente a máquinas. Segundo um dos maiores especialistas chineses na área, a expectativa é que essa revolução chegue para uso geral da população em um prazo de três a cinco anos.
O governo chinês está levando o assunto tão a sério que colocou a tecnologia como prioridade nacional, ao lado de inteligência artificial e da rede 6G. Em algumas regiões do país, tratamentos que usam essa interface já estão sendo incluídos até no seguro de saúde público.
Atualmente, a China já está realizando mais de 10 testes com chips implantados em humanos, o mesmo número dos Estados Unidos. A meta para este ano é encontrar mais de 50 novos pacientes voluntários para acelerar as pesquisas e entender melhor como a tecnologia pode ajudar.
Enquanto a empresa Neuralink, do bilionário Elon Musk, foca em chips que entram fundo no cérebro, os pesquisadores chineses estão testando de tudo. Eles trabalham com modelos invasivos, não invasivos e até semi-invasivos, que ficam só na superfície do cérebro para diminuir os riscos de cirurgia.
O especialista chinês, Yao Dezhong, admite que a Neuralink tem uma vantagem técnica hoje, mas garante que a China está correndo por fora e avançando muito rápido. Segundo ele, o país tem uma população enorme para os testes e uma indústria forte para produzir tudo com custo mais baixo.







