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Sol produz dez erupções violentas em menos de uma semana

O Sol teve uma semana de atividade intensa, com cerca de dez erupções solares de classe X, as mais poderosas, em poucos dias, chamando a atenção de cientistas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
06 de fevereiro, 2026 · 21:37 3 min de leitura
O Sol estava particularmente ativo esta semana. Crédito: Triff - Shutterstock
O Sol estava particularmente ativo esta semana. Crédito: Triff - Shutterstock

O Sol começou fevereiro com tudo! Em menos de uma semana, nosso astro-rei produziu cerca de dez erupções solares do tipo mais poderoso que existe, a classe X. Essa agitação cósmica chamou a atenção de cientistas que monitoram o clima espacial dia e noite, e nos lembra do quão dinâmico é o nosso sistema solar.

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Essa série de explosões violentas teve uma única origem: uma região específica na superfície solar conhecida como AR4366. Mesmo que essa área esteja agora perdendo um pouco de força, sua configuração magnética ainda é bastante complexa, o que a torna um ponto de observação constante para os especialistas. Inclusive, com óculos especiais para eclipse, essa mancha solar pode ser vista!

Os detalhes das erupções mais fortes

Entre o domingo, dia 1, e a quarta-feira, dia 4, as agências espaciais NASA e NOAA confirmaram seis dessas erupções extremas. Somente no primeiro dia, foram detectadas duas explosões intensas, incluindo uma de magnitude X8.1. Para você ter uma ideia, essa foi a terceira erupção mais forte já registrada no atual Ciclo Solar 25.

Mas a coisa não parou por aí. Nos dias seguintes, o Sol continuou 'agitado':

  • Segunda-feira (2): Erupções de magnitude X2.8 e X1.6.
  • Terça-feira (3): Pelo menos um evento X1.5 e outro de intensidade próxima a X1.
  • Quarta-feira (4): Uma erupção X4.2, além de outro pico classificado como X, que também foi bem forte.
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Além desses eventos que ganharam mais destaque, satélites operados pela NOAA em parceria com a NASA indicaram a ocorrência de outras erupções da classe X, com intensidade perto de X1. Esses picos menores, que aconteceram no período de maior atividade da região AR4366, nem sempre são divulgados um por um e podem aparecer agrupados nos registros técnicos. É por isso que o total estimado de erupções dessa semana chega a dez, segundo o portal EarthSky.org.

Para entender o que são as erupções solares

Para não ficar nenhuma dúvida, vamos explicar rapidinho:

  • O Sol segue um ciclo de atividade que dura cerca de 11 anos.
  • Atualmente, estamos no que os astrônomos chamam de Ciclo Solar 25. Esse número se refere a quantos ciclos foram acompanhados de perto pelos cientistas.
  • Quando o Sol está no auge de seus ciclos, ele apresenta uma série de manchas na superfície. Essas manchas são, na verdade, concentrações gigantes de energia.
  • Imagine as linhas magnéticas dessas manchas como elásticos. Quando elas se 'enroscam' demais, elas podem 'estalar' e liberar uma rajada de energia.
  • Essas rajadas são as explosões solares, que disparam jatos de plasma e campos magnéticos (também conhecidos como “ejeção de massa coronal” – CME) e partículas carregadas de radiação para fora da estrela.

As explosões solares são classificadas por letras – A, B, C, M e X – de acordo com a intensidade dos raios-X que elas liberam. Cada nível é dez vezes mais intenso que o anterior. A classe X é a dos 'grandes eventos', e o número que a acompanha dá ainda mais detalhes sobre sua força. Por exemplo, um X2 é duas vezes mais potente que um X1, e um X8.1, como o que vimos, é poderosíssimo!

Erupções solares: elas se formam como avalanches

Uma descoberta recente da sonda Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA), revelou algo fascinante: as erupções solares começam de um jeito muito parecido com as avalanches na Terra. Sabe quando pequenas porções de neve começam a descer e, de repente, viram uma avalanche gigante? É o mesmo com as explosões do Sol!

A sonda observou isso em detalhes durante uma grande erupção em 30 de setembro de 2024. Os dados colhidos estão ajudando os cientistas a entenderem melhor como essas explosões acontecem e se tornam tão violentas em tão pouco tempo.

Com a região AR4366, a fonte de toda essa atividade, começando a enfraquecer, os cientistas continuam de olho, monitorando cada movimento do nosso Sol e seu impacto no clima espacial.

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