A Volvo abriu, em janeiro, uma campanha de recall para o SUV elétrico EX30 por causa de uma falha de fabricação na bateria. No Brasil, a convocação atinge mais de 5 mil unidades do modelo. Segundo documento protocolado no Procon-ES, o número exato de veículos exportados para o país é de 5.622. As pautas consultadas também citam 40 mil unidades afetadas em todo o mundo, mas esse total não foi confirmado por outras fontes oficiais.
O problema está nas células de alta tensão da bateria, que podem sofrer curto-circuito. De acordo com a montadora, isso pode levar a superaquecimento e, em casos extremos, risco de incêndio. Até o momento, não há registro confirmado de acidentes com vítimas ligados a essa falha.
Enquanto as peças para o reparo não chegam, a Volvo orientou os donos dos carros a limitarem a recarga da bateria a 70%, como medida de segurança temporária. Consumidores relatam que essa restrição reduziu de forma expressiva a autonomia dos veículos no dia a dia.
A própria Volvo confirmou, em nota, que pausou os agendamentos para o reparo por causa de atrasos no envio dos componentes ao Brasil. A empresa afirmou que "vai retomar os atendimentos assim que as oficinas forem abastecidas". Não há prazo definido para a normalização.
Clientes também relataram falhas nos canais de atendimento e nas concessionárias da marca. Parte deles recorreu à Justiça pedindo carro reserva de mesmo padrão, devolução do valor pago ou indenização por danos morais. Segundo especialistas em direito do consumidor ouvidos por reportagem da Autoesporte, se o defeito não for resolvido em até 30 dias, como prevê o Código de Defesa do Consumidor, o comprador pode pedir o cancelamento da compra com reembolso corrigido, desconto no valor ou troca do carro. Já existem decisões liminares garantindo veículos substitutos a alguns consumidores prejudicados pela demora.
O documento do Procon-ES também mostra que a Bahia tem 139 unidades do EX30 incluídas no recall. Não há registro específico de carros afetados em Paulo Afonso ou em cidades vizinhas, como Glória, Rodelas, Delmiro Gouveia e Petrolândia, nem informações sobre atendimento local às famílias que compraram o veículo na região.
A recomendação da Volvo, por enquanto, segue sendo a limitação da recarga até que o reparo definitivo esteja disponível nas oficinas autorizadas.







