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Propaganda irregular: Bahia reúne 5.969 denúncias nas eleições

Estado fica atrás apenas de São Paulo no Pardal; Minas Gerais é terceiro e Pernambuco ocupa a quarta posição nacional

Redação ChicoSabeTudo
30 de setembro, 2026 · 06:46 2 min de leitura

A Bahia ocupa a segunda posição no país em número de denúncias de propaganda eleitoral irregular. Desde o início da campanha para as eleições de 2026, o estado registrou 5.969 ocorrências pelo aplicativo Pardal, sistema criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para receber esse tipo de comunicação.

Os números foram publicados em 28 e 29 de setembro, conforme as fontes consultadas. São Paulo lidera o ranking nacional, com 10.388 registros. Minas Gerais ocupa a terceira posição, depois da Bahia, com 4.635 denúncias. Pernambuco aparece em quarto, com 3.505. Tocantins, Roraima e Piauí têm 74, 104 e 172 ocorrências, respectivamente. Em todo o país, o Pardal recebeu 51.395 denúncias.

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Esses números são maiores do que os apresentados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) em balanço publicado em 16 de setembro. Até as 15h15 de 15 de setembro, o órgão havia contabilizado 3.446 denúncias em 124 municípios baianos. A diferença é compatível com a continuidade do recebimento de novas denúncias ao longo da campanha.

Segundo o balanço do TRE-BA, o presidente do tribunal, desembargador Maurício Kertzman Szporer, já apontava a Bahia como o segundo estado com maior número de ocorrências. Naquele levantamento, Salvador concentrava a maior parte dos registros, com 2.453 denúncias, seguida por Lauro de Freitas, com 160, e Feira de Santana, com 151.

Na Bahia, a maior parte das denúncias — 43,78% — envolve propaganda irregular ou fora dos padrões em vias públicas. Ocorrências em propriedades particulares somam 11,94% dos registros e incluem casos de pintura de muros fora das regras estabelecidas pelo TSE. As fontes também registram denúncias relacionadas a bens públicos, como murais em prédios públicos, além de internet, rádio, televisão e materiais gráficos.

Segundo as coberturas publicadas em 28 e 29 de setembro, 27% das denúncias recebidas pelo Pardal haviam sido transformadas em processos pela Justiça Eleitoral. As fontes não esclarecem se esse percentual corresponde ao total nacional ou apenas à Bahia. No balanço do TRE-BA publicado em 16 de setembro, com dados até as 15h15 de 15 de setembro, foram citadas 294 ocorrências baianas, equivalentes a 8,59% daquele recorte, peticionadas no sistema PJe.

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O aplicativo Pardal pode ser baixado gratuitamente no Google Play e na App Store. Para registrar uma denúncia, é preciso fazer login com a senha do e-Título ou da plataforma Gov.br. O nome de quem denuncia fica em sigilo, e é possível anexar fotos, vídeos, áudios e endereços eletrônicos relacionados à ocorrência. Quando o caso não se enquadra no escopo do Pardal, o usuário é orientado a buscar outros canais, como o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade) ou o Ministério Público Eleitoral (MPE) do estado.

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