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Parlamento Europeu desativa IA em celulares de políticos por medo de vazamentos

O Parlamento Europeu desativou ferramentas de IA em celulares e tablets de trabalho, temendo vazamento de dados sigilosos para empresas e governos estrangeiros.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
18 de fevereiro, 2026 · 15:31 2 min de leitura
(Imagem: Vitor Miranda/Shutterstock)
(Imagem: Vitor Miranda/Shutterstock)

O Parlamento Europeu tomou uma medida drástica para proteger suas informações confidenciais: desligou todas as ferramentas de inteligência artificial (IA) que vinham instaladas nos celulares e tablets de trabalho de seus políticos e funcionários. A decisão, revelada pelo portal Politico, vem do receio de que dados sigilosos acabem vazando para empresas de fora da Europa.

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Os técnicos de informática do órgão explicaram que não conseguem garantir a segurança total das informações quando essas ferramentas de IA são usadas. A grande questão é que esses sistemas enviam tudo o que o usuário digita ou pesquisa para a "nuvem" – ou seja, para servidores de outras empresas – em vez de processar esses dados dentro do próprio aparelho, num ambiente mais seguro e controlado.

Por que a Inteligência Artificial preocupa?

A preocupação principal é que, ao usar plataformas populares como ChatGPT da OpenAI, Copilot da Microsoft ou Claude da Anthropic, informações sigilosas podem parar em mãos erradas. Como essas empresas são americanas, há o risco de que o governo dos Estados Unidos possa exigir acesso a esses dados. Além disso, o que os usuários digitam nesses programas é frequentemente usado para "treinar" as IAs, o que poderia, sem querer, revelar segredos para outras pessoas ou sistemas.

A restrição afeta recursos de IA que ajudam a escrever textos, resumir conteúdos e os assistentes de voz nos aparelhos oficiais da instituição. Contudo, as funções essenciais para o dia a dia, como e-mail, agenda e documentos comuns, continuam funcionando normalmente. Esta é, por enquanto, uma medida de precaução enquanto os técnicos buscam entender melhor como esses dados realmente circulam.

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Essa atitude faz parte de um movimento mais amplo da Europa para endurecer as regras sobre tecnologias que vêm de outros países. Há uma pressão crescente para que os políticos europeus troquem programas de empresas como a Microsoft por opções criadas dentro da própria Europa. Um exemplo disso é que, em 2025, o Parlamento já tinha proibido o uso do TikTok em aparelhos oficiais, também por receio de espionagem e vazamento de dados.

O aviso interno não se limita apenas aos aparelhos de trabalho. Ele também alerta que os políticos devem ter o mesmo cuidado com seus celulares pessoais que são usados para atividades relacionadas ao trabalho. A orientação clara é para não colocar documentos importantes ou e-mails em ferramentas de IA que leem o conteúdo automaticamente. O recado final é de ter muita atenção com aplicativos de terceiros e evitar dar acesso total aos seus dados para esses programas modernos.

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