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PI 6308
Serviço

Operação prende três suspeitos de fraude de R$ 15 milhões em Salvador

Contador, administradora e veterinária são investigados por criar e negociar documentos de crédito falsificados na Bahia

Redação ChicoSabeTudo
16 de setembro, 2026 · 18:51 2 min de leitura

A Polícia Civil da Bahia prendeu três pessoas suspeitas de participar de um esquema de fraude com títulos de crédito falsos. As prisões aconteceram em Salvador no dia 15 de setembro de 2026, durante a Operação Sem Lastro. Segundo a investigação, o esquema movimentou mais de R$ 32 milhões e gerou prejuízo superior a R$ 15 milhões.

De acordo com a corporação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão na capital baiana. Outras coberturas sobre o caso não confirmam o número total de mandados ou de suspeitos, mas convergem quanto ao valor movimentado e ao prejuízo apurado.

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Os presos são o contador Caio Vinícius Sande Santos, a administradora Kaliana Argolo de Oliveira e a médica-veterinária Adriana Gonçalves Sande Santos, atual esposa de Caio. As prisões de Caio e Kaliana ocorreram nos bairros de Jardim Armação e Jardim das Margaridas, respectivamente.

A polícia aponta Caio como o principal investigado, responsável pela criação, falsificação e negociação dos títulos. Segundo os autos, ele também participava de autopagamentos, usando recursos de empresas ligadas ao grupo para quitar parte dos próprios títulos falsos. A investigação ainda relata que, depois de identificadas as primeiras irregularidades, ele teria apresentado uma nova carteira de títulos fraudulentos, desta vez no valor de R$ 17 milhões.

Kaliana atuava nas áreas financeira e contábil das empresas usadas no esquema. Conforme os autos, ela participava da manipulação de balanços e informações financeiras para dar aparência de solidez econômica aos negócios.

Adriana, por sua vez, atuava nas áreas patrimonial e societária do grupo. Em março de 2026, a totalidade das cotas de uma empresa avaliada em R$ 1 milhão foi transferida para ela. A investigação também aponta que empresas ligadas ao setor veterinário eram usadas para dar aparência de regularidade às operações.

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Ao todo, a apuração identificou mais de mil duplicatas falsas envolvendo mais de 200 empresas. Os documentos eram negociados no mercado financeiro como se representassem dívidas reais, inclusive com fundos de investimento, segundo outras fontes que acompanham o caso.

O delegado José Nélis, responsável pela operação, afirmou que o esquema atingiu comerciantes e investidores. "Algumas pessoas tiveram os nomes protestados por títulos que, segundo a investigação, não correspondiam a dívidas reais", disse. De acordo com o delegado, os prejuízos foram especialmente graves para pequenos comerciantes.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, tablets, escrituras, cadernos, comprovantes bancários e outros documentos. O material será analisado para esclarecer a participação individual dos suspeitos, rastrear recursos financeiros e identificar outras pessoas que possam ter integrado o esquema.

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