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OpenEvidence perto de rodada de US$ 200 mi e avaliação de US$ 6 bi

OpenEvidence negocia rodada de US$ 200 mi que leva avaliação a US$ 6 bi; plataforma de IA médica quer acelerar expansão global e análise automatizada de exames.

Redação ChicoSabeTudo
20 de outubro, 2025 · 18:12 2 min de leitura
Plataforma médica OpenEvidence dobra valor de mercado e expande uso da IA naprática clínica (Imagem: OpenEvidence / divulgação)
Plataforma médica OpenEvidence dobra valor de mercado e expande uso da IA naprática clínica (Imagem: OpenEvidence / divulgação)

O The New York Times informou que a startup americana OpenEvidence estava prestes a anunciar uma nova rodada de investimento de US$ 200 milhões, operação que colocaria sua avaliação em US$ 6 bilhões.

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Mas o que isso significa na prática?

O que é a OpenEvidence?

Fundada em 2022 com apoio da Mayo Clinic, a OpenEvidence criou uma plataforma de inteligência artificial para apoiar a prática médica. O sistema foi treinado em bases reconhecidas, como o New England Journal of Medicine e a JAMA Network, e hoje cobre mais de 160 especialidades e milhares de doenças.

Funcionalidades principais

A ferramenta reúne recursos pensados para uso clínico em tempo real:

  • geração automática de gráficos e tabelas a partir de artigos científicos;
  • sugestão de perguntas de seguimento para aprofundar análises clínicas;
  • o agente DeepConsult, capaz de produzir relatórios científicos extensos em poucas horas;
  • tempo médio de resposta entre 5 e 10 segundos, permitindo uso em consultas.
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A plataforma foi oferecida gratuitamente e sem limites para profissionais de saúde verificados nos Estados Unidos. O crescimento veio principalmente por indicação entre colegas e, desde julho, o número de consultas clínicas mensais quase dobrou, chegando a cerca de 15 milhões, segundo dados apresentados à imprensa.

Rodada de investimento e planos

Essa nova rodada foi liderada pela Google Ventures e contou com fundos como Sequoia Capital, Kleiner Perkins, Blackstone, Thrive Capital, Coatue Management, Bond e Craft. Os investidores destacaram o interesse crescente por aplicações de IA voltadas a setores específicos, como a saúde, em vez de modelos genéricos de conversação.

Com o aporte, a empresa pretende acelerar a expansão internacional e implementar recursos de análise automatizada de exames laboratoriais e de relatórios clínicos. A escala global também abre caminho para parcerias fora dos Estados Unidos e adaptações locais em diferentes sistemas de saúde.

Impacto na Bahia e no Brasil

A chegada — ou adoção — da plataforma na Bahia poderia reduzir o tempo de acesso a evidências científicas durante consultas, apoiar decisões diagnósticas e terapêuticas em tempo real e fornecer material de apoio para pesquisa e ensino clínico. Especialistas locais e gestores hospitalares teriam a oportunidade de estabelecer parcerias para validar fluxos de trabalho, integrar sistemas de informação e treinar profissionais para o uso seguro da ferramenta.

Em nível institucional, a expansão prevista sinaliza possibilidades de colaboração entre universidades, centros de pesquisa e provedores de saúde no Brasil. Ao mesmo tempo, será necessária avaliação por órgãos reguladores e comitês de ética para garantir conformidade com protocolos locais e proteção da privacidade de dados.

Em comunicações oficiais, a OpenEvidence confirmou que pretende usar o novo capital principalmente para ampliar sua presença global e implementar as funcionalidades de análise automatizada de exames e relatórios clínicos.

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