A OpenAI, criadora do ChatGPT, surpreendeu o mercado ao anunciar o fim do Sora, sua ferramenta de geração de vídeos que prometia revolucionar o cinema e as redes sociais. O encerramento do projeto foi confirmado nesta semana e interrompe inclusive um contrato bilionário que a empresa mantinha com a Disney para o uso de personagens icônicos.
O principal motivo para a 'morte' do Sora foi o alto custo de operação. Gerar vídeos exige uma capacidade imensa de processamento de dados, muito superior aos textos. Segundo informações de bastidores, a ferramenta consumia uma quantidade enorme de chips e gerava prejuízo diário, sem trazer o retorno financeiro esperado pela companhia.
Além do peso no bolso, a plataforma enfrentava uma queda no número de usuários após o barulho do lançamento. A OpenAI agora quer focar seus esforços e tecnologia em ferramentas que deem lucro imediato, especialmente para o setor corporativo, visando uma futura abertura de ações na bolsa de valores.
Problemas éticos e de segurança também pesaram na decisão. O Sora foi alvo de críticas por facilitar a criação de vídeos falsos com figuras públicas e gerou debates intensos sobre direitos autorais. Internamente, a equipe que cuidava do projeto era vista como uma 'startup isolada' dentro da própria empresa.
A concorrência pesada de gigantes como Google e Meta (dona do WhatsApp e Facebook) também pressionou a OpenAI a mudar de rota. A empresa agora trabalha em um 'superaplicativo' que deve unir várias funções de inteligência artificial em um só lugar, deixando de lado o aplicativo independente de vídeos.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, definiu o fim do Sora como um sacrifício necessário para o futuro da marca. Embora a tecnologia de vídeo possa ser usada em outros produtos futuramente, o sonho da rede social própria de vídeos por IA chega oficialmente ao fim.







