A OpenAI anunciou recentemente a correção de um problema que gerou controvérsias entre os usuários do ChatGPT: o uso excessivo de travessões nas respostas do chatbot. Essa pontuação, que se tornou uma característica reconhecível da escrita gerada por inteligência artificial, aparecia com frequência, mesmo quando os usuários solicitavam a sua ausência.
Nos últimos meses, o travessão foi alvo de discussões intensas entre educadores, profissionais e usuários que utilizam o ChatGPT em suas rotinas. Essa pontuação passou a ser um indicativo comum de que um texto poderia ter sido produzido por IA, o que levou muitos a questionar a autenticidade das produções. Por outro lado, alguns usuários defensoras do travessão argumentaram que sua utilização fazia parte de seu estilo pessoal.
De acordo com a OpenAI, a dificuldade de evitar o travessão persiste há algum tempo, com o chatbot ignorando pedidos diretos para não usá-lo. O CEO da empresa, Sam Altman, anunciou no X (antigo Twitter) que agora o ChatGPT respeitará as instruções personalizadas para evitar o uso desse sinal de pontuação, marcando essa atualização como uma “pequena, porém feliz vitória”.
A empresa também ressaltou que, embora a remoção total do travessão não ocorra, os usuários poderão limitar sua frequência por meio das configurações de instruções personalizadas. Este recurso visa não apenas atender a solicitações específicas, mas também reduzir as críticas ao estilo do texto gerado pela ferramenta.
A OpenAI espera, com essa atualização, devolver aos usuários o controle sobre o estilo textual gerado, especialmente em um contexto onde a escrita produzida por inteligência artificial está sendo cada vez mais examinada.







