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Observatório descobre 11 mil novos asteroides em apenas seis semanas

Tecnologia de ponta identificou rochas espaciais gigantes e objetos perdidos no espaço; saiba se há risco para a Terra

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
06 de abril, 2026 · 15:57 1 min de leitura

Um levantamento impressionante do Observatório Vera Rubin revelou a presença de 11 mil novos asteroides vagando pelo espaço em apenas um mês e meio de observação. O volume de descobertas é o maior registrado no último ano e marca o início de uma missão que deve durar uma década.

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Entre os objetos identificados, os cientistas catalogaram 33 asteroides que passam perto da Terra. Apesar da proximidade, os especialistas garantem que nenhum deles oferece risco de colisão com o nosso planeta no momento. O maior desses novos vizinhos espaciais tem cerca de 500 metros de diâmetro.

Um ponto que chamou a atenção dos pesquisadores foi a recuperação de 80 mil asteroides que já eram conhecidos, mas estavam "perdidos". Como as órbitas antigas foram calculadas com baixa precisão, os astrônomos não conseguiam mais localizá-los no céu, problema agora resolvido pelo novo software do observatório.

A maioria das novas descobertas está concentrada no cinturão principal, uma região localizada entre os planetas Marte e Júpiter. No entanto, o radar também alcançou áreas muito mais distantes, encontrando objetos além de Netuno que podem ajudar a explicar a formação do nosso Sistema Solar.

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Atualmente, a ciência acredita que já mapeou todos os asteroides grandes o suficiente para causar uma extinção global. O desafio agora é encontrar rochas de médio porte, acima de 140 metros, que podem destruir regiões inteiras. Até agora, apenas 40% desses objetos foram catalogados pela humanidade.

Equipado com a maior câmera digital já construída, o Observatório Rubin promete revolucionar a astronomia. A expectativa é que, nos próximos anos, o número de asteroides conhecidos triplique, saltando para uma lista de até 4 milhões de corpos celestes monitorados.

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