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Cientistas descobrem reservatórios gigantes de água doce escondidos sob o fundo do mar

Estudos revelam aquíferos formados na Era Glacial que podem ser a solução para a crise hídrica no mundo

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
06 de abril, 2026 · 15:57 1 min de leitura

Vastos reservatórios de água doce foram descobertos escondidos abaixo do leito oceânico em diversas partes do mundo. Essas reservas estratégicas, presas sob o fundo do mar por milhares de anos, representam uma esperança real para combater a falta de água potável em vários continentes.

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De acordo com estudos publicados na revista Nature, esses aquíferos gigantes se formaram durante as eras glaciais. Naquela época, o nível do mar era muito mais baixo e a água da chuva penetrava diretamente no solo das áreas costeiras. Quando o gelo derreteu e o oceano subiu, camadas de argila e sedimentos selaram essa água doce, protegendo-a do sal marinho.

A descoberta desses depósitos não é um fato isolado e pode ser comum em quase todas as plataformas continentais do planeta. Pesquisas já identificaram bacias hídricas imensas em locais como os Estados Unidos, Austrália, China e África do Sul, utilizando tecnologia que mapeia a eletricidade nos sedimentos marinhos.

Especialistas estimam que existam centenas de milhares de quilômetros cúbicos de água doce armazenados nessas estruturas. Esse volume seria capaz de abastecer populações inteiras por décadas, sendo uma alternativa mais barata que a dessalinização comum, que gasta muita energia para retirar o sal da água do mar.

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Apesar do potencial, a extração dessa água exige cuidado extremo. A tecnologia necessária é parecida com a usada na exploração de petróleo, mas o bombeamento precisa ser preciso para evitar que o sal entre no reservatório ou que o solo do fundo do mar sofra algum tipo de colapso ou afundamento.

No momento, projetos-piloto avaliam como conectar esses aquíferos diretamente às redes de abastecimento das cidades litorâneas. Como essas reservas não se renovam rapidamente, os geólogos defendem que o recurso seja tratado como uma reserva estratégica para emergências climáticas futuras.

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