A viagem para Marte, que hoje demora meses, pode estar prestes a se tornar uma jornada de poucas semanas. A empresa Pulsar Fusion, do Reino Unido, anunciou que conseguiu realizar com sucesso a primeira ignição de plasma em um motor de foguete movido a fusão nuclear.
O feito histórico foi apresentado durante a conferência MARS e utiliza a mesma lógica de energia que alimenta o Sol. No protótipo chamado Sunbird, os pesquisadores criaram e controlaram o plasma usando campos magnéticos e elétricos para gerar uma potência impressionante.
Diferente dos foguetes atuais, que dependem de reações químicas limitadas, esse novo sistema tem o potencial de ser mil vezes mais forte que os motores convencionais. A estimativa é que a nave consiga atingir a velocidade recorde de 800 mil km/h no vácuo do espaço.
Além da rapidez, a tecnologia garante mais segurança para os astronautas. Com o tempo de viagem reduzido drasticamente, a tripulação ficaria menos exposta à radiação perigosa do espaço profundo e aos problemas de saúde causados pela falta de gravidade por longos períodos.
A equipe da Pulsar Fusion acredita que o ambiente gelado do espaço é o lugar ideal para o funcionamento do motor, facilitando a estabilidade do plasma. O próximo passo do projeto envolve o uso de ímãs supercondutores ainda mais potentes para refinar o controle da máquina.







