Parece coisa de filme, mas a NASA consegue descobrir o peso e o tamanho de planetas que estão a trilhões de quilômetros de distância. E o mais impressionante: fazem isso tudo apenas observando a luz das estrelas, sem precisar enviar nenhuma sonda para lá.
Uma das principais técnicas é a do "trânsito". Os cientistas monitoram o brilho de uma estrela sem parar. Se a luz diminui um pouquinho, de forma regular, é um sinal claro de que um planeta está passando na frente dela. O tamanho dessa "sombra" revela o diâmetro exato do mundo distante.
Para saber a massa, o método é o do "bamboleio". Mesmo sendo muito menor, um planeta tem gravidade e consegue fazer sua estrela balançar um pouquinho no espaço. Ao medir esse vaivém, os astrônomos calculam o peso e descobrem se o planeta é rochoso ou um gigante feito de gás.
Tirar uma foto direta de um desses planetas é um desafio enorme, já que a luz da estrela-mãe ofusca tudo. Para contornar isso, a agência espacial usa instrumentos especiais que bloqueiam o brilho intenso, permitindo que a luz fraquinha refletida pelo planeta finalmente apareça.
Existe ainda uma técnica baseada na teoria de Einstein, que usa a gravidade de uma estrela como uma lupa gigante. Quando um astro passa na frente de outro, sua força de atração amplifica a luz do que está no fundo. Se houver um planeta por ali, ele causa uma distorção extra, denunciando sua presença mesmo muito longe.
Telescópios como o Gaia estão ajudando a criar um mapa 3D preciso da nossa vizinhança no universo. Ele registra o movimento de bilhões de estrelas, identificando desvios minúsculos que podem indicar a presença de um novo mundo a ser explorado.







