Os quatro astronautas da missão Artemis 2 já começaram a fase mais perigosa da viagem de volta para casa. Após fazerem história ao orbitar a Lua, a tripulação tem previsão de pousar a cápsula Orion no Oceano Pacífico, perto de San Diego, por volta das 21h (horário de Brasília) desta sexta-feira (10).
A jornada não foi apenas um passeio: o grupo bateu o recorde da antiga missão Apollo 13, chegando a uma distância de mais de 400 mil quilômetros da Terra. Eles foram os primeiros humanos a ver de perto o lado oculto da Lua, identificando crateras e planícies que nunca haviam sido observadas ao vivo por olhos humanos.
O momento de maior tensão acontece agora, durante a reentrada na atmosfera. A cápsula Orion vai atingir uma velocidade impressionante de 40.000 km/h. O escudo de calor será testado ao limite para garantir que a tecnologia da NASA é segura o suficiente para levar o homem de volta ao solo lunar em 2028.
O piloto Victor Glover adiantou que a equipe traz na bagagem muito mais do que foi mostrado pela internet. Segundo ele, as informações mais valiosas, fotos inéditas e histórias da aventura estão guardadas fisicamente com eles dentro da nave e só serão reveladas após o resgate no mar.
Além dos experimentos científicos, a viagem teve momentos de emoção. O astronauta Reid Wiseman revelou que batizou simbolicamente uma cratera lunar em homenagem à sua falecida esposa. Para Christina Koch, única mulher a bordo, todo o risco da missão vale a pena para abrir caminho para as próximas gerações de exploradores.
Se tudo correr bem no pouso de paraquedas, a NASA confirma que seu sistema de transporte funciona e encerra um atraso de mais de um ano no cronograma. O sucesso desta sexta-feira é o que separa a humanidade de colocar os pés novamente na superfície da Lua nos próximos anos.







