A Meta, empresa dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, sofreu uma derrota judicial histórica e terá que responder nos tribunais por criar mecanismos que viciam crianças e adolescentes. A decisão unânime veio da principal corte de Massachusetts, nos Estados Unidos, que rejeitou o pedido da companhia para arquivar o caso.
A investigação aponta que a plataforma foi projetada para explorar as vulnerabilidades de jovens. Recursos comuns como curtidas, notificações constantes e a rolagem infinita de tela foram citados como ferramentas pensadas especificamente para manter os menores conectados o maior tempo possível, priorizando o lucro sobre o bem-estar.
A Justiça entendeu que o processo não é sobre o que os usuários postam, mas sobre como a própria Meta desenhou o aplicativo. Documentos internos sugerem que o dono da empresa, Mark Zuckerberg, teria ignorado alertas de sua própria equipe sobre os danos que essas funções causavam à saúde mental dos usuários novos.
A procuradora-geral Andrea Joy Campbell, que lidera a ação, afirma que a decisão é um passo fundamental para responsabilizar gigantes da tecnologia. Segundo ela, a empresa enganou o público ao esconder os riscos reais de segurança do Instagram enquanto capitalizava em cima do comportamento dos adolescentes.
A pressão contra a Meta vem crescendo nos Estados Unidos. Recentemente, a empresa foi condenada a pagar milhões de dólares em outros estados, como Novo México e Los Angeles, por negligência e por permitir a exploração de menores em suas redes sociais.
Atualmente, mais de 30 estados americanos movem ações contra a gigante da tecnologia com acusações semelhantes. Em sua defesa, a Meta nega as irregularidades e sustenta que possui ferramentas de segurança para proteger o público jovem em todos os seus aplicativos.







