Uma grande notícia para o mundo da tecnologia na Europa! A Meta, empresa por trás do WhatsApp, anunciou que vai abrir as portas para que outras companhias de inteligência artificial (IA) possam oferecer seus chatbots diretamente na plataforma. Essa novidade vale para a Europa e terá duração de 12 meses.
A decisão, divulgada nesta quinta-feira (5), vem depois de uma forte pressão da Comissão Europeia. O órgão regulador já tinha sinalizado que aplicaria medidas para barrar uma política anterior da Meta, que restringia o uso de chatbots de IA de empresas concorrentes no WhatsApp.
Em comunicado enviado por e-mail, a Meta explicou o motivo: “Nos próximos 12 meses, vamos apoiar chatbots de IA de propósito geral usando a ferramenta de negócios do WhatsApp na Europa em resposta ao processo regulatório da Comissão Europeia”. Basicamente, a ideia é dar tempo para a Comissão Europeia terminar sua investigação sem mais conflitos por enquanto.
Nem tudo é de graça: Entenda os custos para as empresas
Para quem pensa que essa liberação é totalmente gratuita, há uma pegadinha. O acesso à ferramenta que integra os chatbots, conhecida como API de negócios do WhatsApp, não sairá de graça. A Meta vai cobrar um valor que varia entre € 0,0490 e € 0,1323 por cada mensagem que não for padronizada. Isso significa que, como as conversas com assistentes de IA costumam ter muitas mensagens, os custos podem ficar bem salgados para as empresas que oferecem esses serviços.
A Comissão Europeia, por sua vez, já informou que está analisando de perto como essas mudanças afetam a investigação que está em andamento. O objetivo é entender se a nova postura da Meta realmente resolve as preocupações sobre concorrência justa no mercado.
Por que a Meta mudou de ideia?
Antes dessa mudança, uma política da Meta, que entrou em vigor em 15 de janeiro, havia gerado muitas reclamações. Várias empresas de chatbots de IA disseram que estavam sendo prejudicadas e que a decisão da Meta era “anticompetitiva”. É importante dizer que essa restrição anterior não valia para chatbots de IA usados para atendimento ao cliente com mensagens pré-definidas. O alvo eram apenas os chatbots de “propósito geral”, aqueles que respondem a uma gama maior de perguntas, como o famoso ChatGPT, o Claude ou o Poke.
No começo do ano, a Meta já tinha feito um movimento parecido, permitindo que desenvolvedores de chatbots operassem na Itália via API. A pressão regulatória não é nova: diversos países, incluindo a União Europeia, Itália e Brasil, abriram investigações depois que a Meta anunciou a política restritiva em outubro. Um dos pontos que mais chamava a atenção dos reguladores era o fato de a própria Meta oferecer seu chatbot, o Meta AI, dentro do WhatsApp, enquanto dificultava a vida dos concorrentes.
A Meta justificava a política antiga dizendo que os chatbots de IA de propósito geral poderiam sobrecarregar os sistemas do WhatsApp, que não foram feitos para aguentar esse tipo de demanda. Agora, com a nova decisão temporária, resta saber como o cenário da inteligência artificial no WhatsApp europeu vai se desenvolver nos próximos meses.







