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Meta aposta em IA 'secreta' para lucrar e liderar corrida tecnológica

Após decepção com Llama 4, Meta muda estratégia para IA com o 'Avocado', um modelo fechado focado em lucro e superinteligência, liderado por Zuckerberg.

Redação ChicoSabeTudo
11 de dezembro, 2025 · 07:09 3 min de leitura
Imagem: Ascannio/Shutterstock
Imagem: Ascannio/Shutterstock

A Meta, gigante da tecnologia liderada por Mark Zuckerberg, está embarcando em uma fase crucial e ambiciosa. A empresa decidiu mudar radicalmente sua estratégia no campo da inteligência artificial, focando agora em um modelo 'fechado' que promete gerar lucros e colocá-la na frente da corrida global pela IA.

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Essa reviravolta vem após a recepção morna do Llama 4, o modelo de código aberto da Meta que não empolgou o Vale do Silício como esperado. Agora, o foco se volta para o codinome 'Avocado', um projeto de IA que, diferente do seu antecessor, será controlado pela empresa. Isso significa que a Meta terá as rédeas do acesso e poderá vender o uso de sua tecnologia, seguindo os passos de concorrentes de peso como Google e OpenAI.

Zuckerberg assume liderança e injeção de bilhões

Mark Zuckerberg, aliás, está pessoalmente à frente dessa nova fase. A Meta não está poupando esforços: aposta em investimentos que podem chegar a impressionantes 600 bilhões de dólares (o equivalente a cerca de 3,2 trilhões de reais) nos próximos três anos, montando uma das equipes mais caras da história da tecnologia para o projeto Avocado. O novo Diretor de IA, Alexandr Wang, tornou-se uma figura central nesse plano, recebendo mentorias diretas de Zuckerberg e liderando o TBD Lab, a equipe dedicada a dar vida ao Avocado.

Para garantir que o Avocado seja um sucesso, a Meta está treinando o modelo com uma combinação de tecnologias de ponta. Isso inclui dados de modelos de terceiros, como o Gemma do Google, o gpt-oss da OpenAI e o Qwen da Alibaba. A ideia é simples: pegar o melhor de cada um para criar um sistema de IA robusto, seguro e altamente competitivo no cenário global, incorporando aprendizados de tecnologias americanas, chinesas e europeias.

Reestruturação interna e desafios éticos

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Mas essa guinada estratégica tem seu preço. A prioridade na IA resultou em cortes significativos em outras áreas da empresa, como a unidade acadêmica FAIR. Além disso, a Meta viu a saída de nomes importantes, como Yann LeCun, um conhecido defensor do código aberto, e até instruiu seus funcionários a serem mais discretos sobre o Llama e o código aberto publicamente, reforçando a nova direção corporativa. Enquanto o foco total está no Avocado, outros produtos como o Vibes, uma ferramenta de geração de vídeo, tiveram seus lançamentos ofuscados por soluções concorrentes, como o Sora 2 da OpenAI.

A Meta tem uma ambição ainda maior: desenvolver sistemas de IA com capacidades superiores às humanas, um conceito conhecido como 'superinteligência'. Essa meta, porém, reacende um debate importante sobre a segurança e os limites da inteligência artificial. Nomes como Steve Wozniak, cofundador da Apple, e Richard Branson já expressaram a necessidade de cautela antes de avanços tão radicais. A própria Meta tem se preocupado em como comunicar essa visão a legisladores e órgãos reguladores, especialmente na Europa, onde há receios sobre o poder descontrolado da IA.

No fim das contas, a chegada do Avocado representa uma verdadeira virada de jogo para a Meta. A empresa está deixando de lado, ao menos em parte, a filosofia do código aberto em busca de um modelo proprietário com grande potencial de lucro. O objetivo é claro: se posicionar na liderança da corrida global pela inteligência artificial, redefinindo o futuro da tecnologia com a sua própria visão.

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