Se você costuma usar ferramentas de Inteligência Artificial para facilitar o dia a dia, saiba que o preço pode ser a sua privacidade. Um novo relatório da Surfshark aponta que a Meta AI, empresa dona do WhatsApp e Facebook, já coleta 33 dos 35 tipos de dados monitorados pela Apple, o que representa mais de 90% das suas informações pessoais.
A média de coleta entre os chatbots mais famosos do mundo é de 14 tipos de dados, mas as gigantes da tecnologia estão muito acima desse limite. O Google Gemini aparece logo atrás da Meta, capturando 23 tipos de informações, incluindo onde você está exatamente e tudo o que você pesquisa na internet.
A grande surpresa do levantamento foi o ChatGPT. O robô da OpenAI subiu para a terceira posição no ranking dos maiores coletores de dados após aumentar em 70% o monitoramento em apenas um ano. Agora, a plataforma tem acesso até a arquivos de áudio e dados de saúde dos usuários.
Um dos pontos que mais preocupa os especialistas é o rastreamento da localização. No ano passado, 40% dos aplicativos de IA sabiam onde o usuário estava; hoje, esse número saltou para 70%. Isso significa que as empresas podem saber cada passo que você dá enquanto usa o celular.
Especialistas alertam que esses chatbots são mais perigosos que os buscadores comuns, pois as pessoas costumam enviar documentos sensíveis, como registros médicos e fiscais. Esses dados podem ser compartilhados com terceiros para a criação de anúncios direcionados e personalizados.
Para quem não quer abrir mão da tecnologia, a recomendação é tratar cada conversa com a IA como se fosse um registro público. A orientação de segurança é revisar as permissões dos aplicativos no celular, desativar o histórico de conversas e nunca fazer upload de documentos que contenham dados financeiros ou pessoais.







