A dona do fenômeno Fortnite, a Epic Games, anunciou o desligamento de mais de 1.000 colaboradores nesta semana. A decisão drástica tenta frear uma crise financeira interna, após a empresa admitir que os gastos atuais superam muito o que entra em caixa.
De acordo com o CEO da companhia, Tim Sweeney, a empresa busca economizar cerca de 500 milhões de dólares. Para alcançar essa meta, além das demissões, haverá cortes pesados em marketing e a suspensão de novas contratações para cargos que estavam abertos.
O principal motivo para o sufoco financeiro é a queda no engajamento dos jogadores. Manter o Fortnite atrativo exige um investimento bilionário e constante em novos conteúdos, algo que a Epic Games confessou estar tendo dificuldades para entregar com a mesma frequência de antes.
Sweeney destacou que o cenário atual do mercado de games é o mais extremo enfrentado pela empresa desde sua fundação, em 1991. Ele reforçou que os cortes são puramente financeiros e não possuem relação com a substituição de humanos por inteligência artificial.
Esta já é a segunda grande leva de demissões na empresa em menos de três anos. Em 2023, mais de 800 pessoas já haviam perdido seus empregos na mesma companhia, sinalizando que a instabilidade no setor de tecnologia e jogos eletrônicos ainda está longe de acabar.
A Epic Games não está sozinha nessa crise. Outras gigantes do setor, como a Electronic Arts (EA) e a divisão de games da Amazon, também realizaram demissões em massa recentemente, pressionadas pelo aumento nos custos de produção e componentes eletrônicos.







