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Maior ruptura de maré já detectada fica a 10 bilhões de anos-luz

Detectada a 10 bilhões de anos‑luz, a maior ruptura de maré envolveu uma estrela de ~30 massas solares e um buraco negro de ~500 milhões de sóis.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
04 de novembro, 2025 · 15:08 2 min de leitura
Ilustração da maior e mais distante erupção de buraco negro já vista. (Créditoda imagem: Caltech/R. Hurt (IPAC))
Ilustração da maior e mais distante erupção de buraco negro já vista. (Créditoda imagem: Caltech/R. Hurt (IPAC))

Imagine uma estrela sendo esticada e despedaçada pela atração de um buraco negro — foi isso que os astrônomos viram no núcleo da galáxia J2245+3743, a cerca de 10 bilhões de anos‑luz de nós. O surto foi detectado em 2018 pelo Zwicky Transient Facility (ZTF) e, depois de análises cuidadosas, apontado como a maior e mais distante ruptura de maré já registrada.

O que os dados mostram

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As medidas iniciais indicam que a estrela tinha cerca de 30 vezes a massa do Sol e que o buraco negro no centro da galáxia pesa algo em torno de 500 milhões de massas solares. Esse tipo de evento — chamado de ruptura de maré — ocorre quando as forças gravitacionais alongam e fragmentam a estrela, liberando muita energia.

Somente em 2023, com observações no Observatório WM Keck, os pesquisadores conseguiram afastar explicações alternativas, como supernovas. O brilho e a evolução temporal não se encaixavam no padrão esperado para explosões estelares, especialmente num núcleo galáctico ativo.

“Este objeto é diferente de qualquer AGN que já vimos. A energia mostra que este objeto está muito distante e é muito brilhante”, disse Matthew Graham, do Caltech. E, nas palavras de KE Saavik Ford: “Supernovas não têm brilho suficiente para explicar este fenômeno”.

Curiosidade temporal

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Os cientistas também notaram efeitos de dilatação temporal causados pela intensa gravidade: o fenômeno observado ao longo de aproximadamente sete anos visto da Terra corresponderia a cerca de dois anos naquela região. Em outras palavras, aqui o evento pareceu ocorrer a um ritmo aproximadamente um quarto do que aconteceria localmente.

Além disso, em núcleos galácticos ativos, estrelas podem acumular massa a partir do disco de acreção em volta do buraco negro. Isso muda a luminosidade e a dinâmica das rupturas de maré — e pode tornar eventos parecidos mais comuns, embora mais difíceis de detectar quando há muita atividade ao redor.

  • Detecção: ZTF, 2018.
  • Confirmação: Observatório WM Keck, 2023.
  • Distância: ~10 bilhões de anos‑luz.
  • Massas: estrela ~30× Sol; buraco negro ~500 milhões× Sol.

O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy. Os autores continuam vasculhando os arquivos do ZTF em busca de eventos parecidos e esperam que o futuro Observatório Vera C. Rubin aumente nossa capacidade de detectar e acompanhar esses fenômenos transitórios.

Quem sabe que outras histórias escondidas nas profundezas do universo o próximo levantamento nos revelará?

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