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Júpiter inicia movimento retrógrado em outubro de 2023

Júpiter começa seu movimento retrógrado em 11 de outubro, uma ilusão provocada pela órbita da Terra em relação ao gigante gasoso.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
10 de novembro, 2025 · 12:05 1 min de leitura
O planeta Júpiter inicia o popularmente conhecido "movimento retrógrado" nesta terça-feira (11). Crédito: Artsiom P - Shutterstock
O planeta Júpiter inicia o popularmente conhecido "movimento retrógrado" nesta terça-feira (11). Crédito: Artsiom P - Shutterstock

Nesta terça-feira (11), Júpiter inicia seu movimento retrógrado, um fenômeno que ocorre quando o maior planeta do Sistema Solar altera a trajetória normalmente orientada para leste, mudando temporariamente para oeste no céu. Esse processo começa às 13h37 (horário de Brasília) e será finalizado em 11 de março de 2026.

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Embora popularmente denominado movimento retrógrado, a terminologia mais precisa é "laço" retrógrado, uma vez que Júpiter parece descrever uma curva em seu percurso celeste. A causa desse fenômeno é ilusória e decorre da velocidade orbital da Terra, que, ao passar mais rapidamente ao redor do Sol, cria uma perspectiva na qual os planetas parecem inverter sua trajetória.

De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia e membro da Sociedade Astronômica Brasileira, “por estar em uma órbita mais interna e, consequentemente, mais rápida, a Terra ultrapassa Júpiter a cada 399 dias, fazendo com que o gigante gasoso pareça estar retrocedendo.” Essa ilusão também se aplica a outros planetas com órbitas externas em relação à Terra.

Durante o período em que Júpiter estiver em movimento retrógrado, o céu apresentará configurações distintas. A animação do site In-The-Sky.org ilustra o conceito do ciclo retrógrado, mostrando como a linha de visão da Terra para o planeta altera sua percepção no céu.

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Além do aspecto visual, estudos recentes, como o publicado na revista Nature Astronomy, destacam a importância de Júpiter na formação do Sistema Solar, onde atuou como um "arquiteto" cósmico. O estudo, realizado por pesquisadores dos EUA, analisou a influência do planeta na configuração das órbitas de outros corpos celestes.

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