No dia 17 de outubro, um artigo publicado no MDPI anunciou uma nova tecnologia desenvolvida em parceria entre o Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi) e o Massachusetts Institute of Technology Computer Science and AI Lab (MIT CSAIL). A inovação visa detectar deepfakes e prevenir fraudes que tentam subverter sistemas de reconhecimento facial, especialmente em aplicações financeiras.
A tecnologia combina diversos modelos voltados para a identificação de fraudes, tendo como alvo principal as operações bancárias e a verificação de identidade para acesso a contas. O surgimento deste método é uma resposta ao aumento da utilização de inteligência artificial por criminosos, que têm alcançado sucesso em enganar sistemas para acessar contas bancárias através de documentos e vídeos gerados artificialmente.
Os pesquisadores do ICTi e do MIT CSAIL destacam que o modelo desenvolvido demonstra ser uma ferramenta eficaz para combater tentativas de fraudes, oferecendo uma camada adicional de segurança aos sistemas bancários. Essa inovação é crucial, uma vez que os golpistas utilizam técnicas avançadas para se passarem por clientes legítimos.
O funcionamento do método envolve o uso de quatro detectores especializados, que identificam diferentes camadas de deepfake. Este mecanismo atua como um comitê de especialistas, onde cada detector analisa uma modalidade de falsificação, e os resultados são posteriormente cruzados para determinar a autenticidade do material avaliado.
Testes realizados indicam que o método não apenas é eficaz, mas também possui a capacidade de se adaptar a novas formas de ataques, proporcionando uma defesa robusta contra fraudes emergentes no setor financeiro.







