Um projeto inovador no estado de Utah, nos Estados Unidos, está permitindo que pacientes renovem receitas de remédios psiquiátricos através de um chatbot de inteligência artificial. A ferramenta, desenvolvida pela empresa Legion Health, foca em medicamentos de baixo risco para tratar condições como depressão e ansiedade.
Para ter acesso ao serviço, o interessado paga uma assinatura mensal de 19 dólares, o equivalente a cerca de 100 reais na cotação atual. O sistema funciona como uma fila de espera e deve ser liberado para o grande público ainda este mês, com duração inicial prevista de um ano.
A regra é clara: a IA só pode renovar remédios que já foram prescritos anteriormente por um médico humano, como a fluoxetina e a sertralina. Substâncias controladas ou casos que exigem monitoramento rigoroso continuam obrigatoriamente sob os cuidados diretos de um profissional de saúde.
O processo exige que o paciente responda a um questionário detalhado sobre sintomas, efeitos colaterais e até riscos de pensamentos suicidas. Se o sistema detectar qualquer sinal de alerta ou irregularidade nas respostas, o caso é imediatamente encaminhado para uma avaliação médica humana.
Apesar da promessa de agilizar o atendimento e combater a falta de psiquiatras, a novidade divide opiniões. Especialistas alertam que pacientes podem manipular as respostas para conseguir a receita ou que o uso prolongado de remédios seja mantido sem uma necessidade real.
Autoridades de saúde locais defendem que a tecnologia amplia o acesso ao tratamento de forma barata. Por outro lado, médicos de Harvard questionam se a máquina consegue entender o contexto de vida do paciente, algo fundamental em qualquer tratamento de saúde mental.







