A Meta, dona do Instagram, foi obrigada a recuar e parar de usar o termo 'PG-13' para classificar os conteúdos exibidos para adolescentes na plataforma. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (31), após uma disputa com a associação de cinema dos Estados Unidos, dona oficial da marca.
O termo vinha sendo usado nas novas 'Contas de Adolescentes' para tentar explicar aos pais que o conteúdo era seguro, fazendo uma comparação com a classificação indicativa dos filmes. No entanto, a indústria do cinema não gostou da associação e exigiu a retirada da sigla para evitar confusão entre os usuários.
Com o novo acordo, o Instagram terá que deixar claro em seus comunicados que não possui nenhuma parceria com os órgãos de cinema. Além disso, a rede social deve reforçar que seus filtros de segurança são baseados em algoritmos e inteligência artificial, de forma bem diferente da avaliação humana feita nos filmes.
Apesar da mudança no nome e na forma de falar com o público, a Meta garantiu que as regras de segurança continuam as mesmas. A empresa afirmou que segue restringindo conteúdos que envolvem violência, nudez e temas sensíveis para menores de 18 anos.
A estratégia de usar o selo 'PG-13' era uma tentativa de simplificar as regras da rede social, que muitas vezes são consideradas confusas pelos responsáveis. Críticos, porém, viam a medida apenas como uma jogada de marketing que não garantia, na prática, a proteção total dos jovens na internet.







