O Senado da França vota nesta terça-feira (31) um projeto de lei que pode mudar drasticamente a rotina dos jovens no país. A proposta quer impedir que menores de 15 anos acessem redes sociais, seguindo uma tendência mundial de maior controle sobre o impacto digital na saúde mental de crianças e adolescentes.
O presidente Emmanuel Macron é um dos principais defensores da medida e trabalha para que as novas regras já estejam valendo no início do próximo ano letivo, em setembro. Se aprovada, a França se une à Austrália, que recentemente barrou o uso de plataformas como YouTube e Instagram para menores de 16 anos.
Apesar do avanço, o texto atual sofreu mudanças importantes no Senado. Enquanto a Câmara queria uma proibição total, os senadores sugerem bloquear apenas as redes consideradas prejudiciais. Outras plataformas poderiam ser liberadas, desde que os pais ou responsáveis autorizem o uso.
Para garantir que a lei seja cumprida, o projeto exige que as empresas de tecnologia criem sistemas eficientes de verificação de idade. O desafio é barrar os jovens sem expor dados pessoais excessivos dos usuários, algo que ainda gera debate técnico entre os parlamentares.
Defensores da lei argumentam que o uso precoce de smartphones prejudica o desenvolvimento da juventude e que o Estado precisa agir com firmeza. Por outro lado, muitos adolescentes resistem à ideia, alegando que as redes são ferramentas fundamentais de comunicação e expressão pessoal nos dias de hoje.
Caso o Senado confirme as alterações no texto, a proposta deve retornar para a Câmara dos Deputados para um novo embate antes da decisão final. A medida reflete a pressão global sobre as gigantes da tecnologia, que vêm sendo responsabilizadas judicialmente por danos causados ao público jovem.







