A Universidade Cornell lançou uma impressora inovadora que tricota objetos sólidos em 3D utilizando fios comuns, potencializando a integração entre tecnologia e artesanato. Este protótipo, que foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores, foi apresentado durante o Simpósio da ACM sobre Software e Tecnologia de Interface de Usuário, realizado em setembro de 2025, na Coreia do Sul.
A máquina apresenta uma base com agulhas dispostas em um bloco de 6 x 6, operada por uma cabeça motorizada que distribui o fio automaticamente. Os controles são realizados por um software que determina o padrão de pontos e o movimento das agulhas. Cada agulha é equipada com ganchos duplos simétricos, impressos em 3D, conectados a tubos de latão, permitindo uma versatilidade que se assemelha à técnica de tricô manual.
François Guimbretière, professor e líder do projeto, destacou que a abordagem não apenas é viável, mas também permite grande flexibilidade no controle do material. Apesar das promessas, a máquina ainda apresenta desafios, como lentidão e ocasional perda de laçadas, e é limitada à produção de formas simples, como aquecedores de pulso e caixas.
Os pesquisadores acreditam que a tecnologia pode avançar rapidamente com aprimoramentos, incluindo a adição de mais agulhas. Eles também vislumbram aplicações futuras significativas, como a criação de estruturas 3D que suportem o crescimento de ligamentos ou veias artificiais, proporcionando vantagens em precisão e diminuindo custos ao utilizar fios comuns.
A Universidade Carnegie Mellon, parceira no projeto, já havia explorado o uso de impressoras 3D têxteis, mostrando que a inovação no tricô vai além da máquina de Cornell. Este progresso reflete um interesse crescente na fabricação digital, com um potencial transformador para diversas áreas.







