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IA compromete pesquisas eleitorais online, diz estudo da Dartmouth

Estudo da Universidade de Dartmouth mostra como IA pode distorcer pesquisas eleitorais com informações manipuladas.

Redação ChicoSabeTudo
19 de novembro, 2025 · 07:20 1 min de leitura
Imagem: NicoElNino/Shutterstock
Imagem: NicoElNino/Shutterstock

Um estudo da Universidade de Dartmouth revelou que modelos de inteligência artificial (IA) avançados têm a capacidade de simular comportamentos humanos durante pesquisas online, levantando preocupações sobre a confiabilidade dessas informações. A pesquisa, publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences, indicou que esses modelos conseguem enganar até os sistemas de verificação mais sofisticados.

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Os pesquisadores desenvolveram um "respondente sintético autônomo" que, a partir de um texto de 500 palavras, assume perfis demográficos fictícios e responde a questionários como um usuário comum. Esse sistema conseguiu enganar 99,8% dos sistemas testados em mais de 43 mil tentativas, superando até mecanismos de segurança como o reCAPTCHA.

A vulnerabilidade das pesquisas online pode ter consequências significativas, especialmente em contextos eleitorais. Simulações revelaram que uma quantidade mínima de respostas falsas pode distorcer previsões eleitorais, apresentando riscos de manipulação com custos baixos. Além disso, a IA pode replicar viéses específicos e gerar dados contaminados em diferentes idiomas.

Sean Westwood, professor associado de ciência política e autor principal do estudo, enfatizou a gravidade desta questão, que pode afetar tanto a integridade das pesquisas eleitorais quanto a confiabilidade de estudos acadêmicos, já que muitos dependem de dados coletados por meio de questionários online. A pesquisa sugere que métodos robustos de verificação da participação humana são essenciais para mitigar esses riscos.

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Westwood destacou:

“Com dados de pesquisas contaminados por bots, a IA pode prejudicar todo o ecossistema do conhecimento.”
A solução, segundo o pesquisador, não é eliminar as pesquisas online, mas sim implementar novas tecnologias que garantam a autenticidade das respostas obtidas.

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