A briga entre Elon Musk e a OpenAI, criadora do ChatGPT, esquentou de vez. Faltando menos de um mês para o início do julgamento, marcado para 27 de abril, os advogados da startup acusam o bilionário de armar uma "emboscada jurídica" para tentar desestabilizar a empresa e mudar o foco do processo.
Musk, que ajudou a fundar a organização em 2015, mudou radicalmente sua estratégia. Antes, ele buscava uma indenização pessoal que poderia chegar a 134 bilhões de dólares. Agora, em uma manobra que surpreendeu o setor, ele afirma que o dinheiro deve ser devolvido à própria OpenAI e não para o seu bolso.
Além da questão financeira, o dono da Tesla fez exigências pesadas na Justiça. Ele quer a demissão imediata de Sam Altman do cargo de CEO e do conselho da empresa. Musk também pede que a Justiça obrigue a OpenAI a deixar de ser uma empresa com fins lucrativos, voltando às origens de instituição de pesquisa.
A defesa da OpenAI não poupou críticas e classificou as novas exigências como "impróprias e sem base nos fatos". Segundo os advogados, essa mudança repentina de Musk exige novas provas e testemunhas, o que atrapalha o andamento do caso que já dura meses.
O processo original acusa a OpenAI e a Microsoft de abandonarem a missão de beneficiar a humanidade em troca de lucros bilionários. Por outro lado, a OpenAI e a Microsoft afirmam que Musk está apenas tentando prejudicar uma concorrente após ter saído do projeto precocemente.
Se a Justiça aceitar os pedidos de Musk, o impacto será gigantesco. A saída de Altman e o fim do modelo de lucro podem afastar investidores e paralisar o avanço da Inteligência Artificial. O julgamento é considerado um dos mais importantes da história corporativa dos Estados Unidos.







