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Google integra IA ao Google Earth para mapear áreas em risco

Google usa IA no Google Earth para cruzar imagens de satélite, mapas e previsões, priorizando áreas e infraestruturas em risco.

Redação ChicoSabeTudo
24 de outubro, 2025 · 01:39 2 min de leitura
Recursos experimentais estão disponíveis para assinantes nos EUA (Imagem: T.Schneider/Shutterstock)
Recursos experimentais estão disponíveis para assinantes nos EUA (Imagem: T.Schneider/Shutterstock)

O Google apresentou novas ferramentas de inteligência artificial para o Google Earth pensadas para mapear áreas e infraestruturas em risco, acelerar a análise de imagens de satélite e dar suporte a ações em desastres naturais e nas mudanças climáticas.

Como funciona

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No centro da novidade está o chamado Raciocínio Geoespacial, que junta automaticamente diferentes modelos — previsões meteorológicas, mapas de população e imagens de satélite — para responder a perguntas complexas. Em vez de analisar cada fonte separadamente, a tecnologia cruza os dados e indica prioridades em minutos. Por exemplo, ela pode combinar previsões de enchente com densidade populacional para apontar onde enviar alertas primeiro.

Analistas também poderão questionar diretamente o Gemini dentro do Google Earth para obter explicações e respostas sobre fenômenos vistos nas imagens, tornando o processo mais rápido e direto.

Exemplos práticos

Já há usos relatados em saúde pública, monitoramento ambiental e seguros, entre outros:

  • O Escritório Regional da OMS para a África (OMS AFRO) usou modelos de população e meio ambiente, junto com seus próprios dados, para identificar áreas na República Democrática do Congo em risco de surtos de cólera — ajudando a priorizar gestão de água, saneamento e campanhas de vacinação.
  • Fornecedores de imagens, como Planet e Airbus, aplicaram os modelos para analisar bilhões de pixels: a Planet mapeou desmatamento em séries históricas; a Airbus detectou vegetação avançando sobre linhas de energia para prevenir interrupções.
  • A unidade X da Alphabet, por meio da Bellwether, gerou previsões de furacões usadas pela corretora McGill and Partners para acelerar pagamentos de indenizações e a reconstrução de casas.
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Na prática, a ideia é transformar grandes volumes de imagens e dados em respostas claras e acionáveis — menos espera, mais ação.

Disponibilidade e acesso

O Google informou que recursos experimentais seriam lançados nas próximas semanas nos Estados Unidos para usuários do Google Earth Professional e do Professional Advanced. Além disso, assinantes do Google AI Pro e do Ultra nos EUA teriam acesso ao Gemini no Google Earth com limites maiores. O cronograma para outros países não foi detalhado, e o acesso a funcionalidades avançadas via Gemini depende do tipo de assinatura.

Em suma, a proposta é acelerar análises e apoiar decisões em situações de risco. Quando minutos fazem a diferença, essa combinação de imagens e IA pode fazer a ajuda chegar mais rápido — e com mais precisão.

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