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Golpe da falsa facção ameaça comerciantes e preocupa Brumado

PM já havia identificado áudios de ameaça padronizados; vítimas são orientadas a não pagar e registrar ocorrência

Redação ChicoSabeTudo
28 de setembro, 2026 · 12:31 2 min de leitura

Comerciantes e trabalhadores autônomos de Brumado têm sido alvo de um golpe que usa o nome de facções criminosas para aplicar ameaças por telefone e mensagem. Os casos foram relatados nos últimos dias e levaram várias vítimas a procurar a Delegacia Territorial da cidade para registrar ocorrência.

Segundo relatos reunidos por veículos locais, os criminosos entram em contato com dados que já são públicos, como nome, endereço do estabelecimento e profissão da vítima. Com essas informações, eles tentam dar credibilidade à abordagem e afirmam que a pessoa estaria atrapalhando alguma ação do crime organizado ou teria sido marcada para sofrer represália.

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Depois da ameaça, os golpistas cobram dinheiro por Pix, como uma forma de supostamente cancelar o ataque ou evitar a represália alegada. Uma cobertura local também apontou que boa parte dos casos envolve trabalhadores autônomos que usam o próprio número de celular para divulgar serviços e atender clientes, o que facilita o contato dos criminosos.

A prática já havia sido identificada antes pela Polícia Militar em Brumado. A comandante da 34ª Companhia Independente da PM (CIPM), major Leila Gonçalves, informou que recebeu denúncias de comerciantes que receberam áudios de ameaça de facções contra seus estabelecimentos. Segundo ela, os áudios eram aparentemente parte de um golpe, já que eram idênticos entre si. A corporação afirmou que está atenta às denúncias e encaminhando o caso à autoridade judiciária.

A orientação passada às vítimas é não fazer nenhum pagamento e não confirmar dados pessoais durante o contato. A recomendação é interromper a conversa, bloquear o número usado pelos golpistas, guardar prints, registros de chamada e qualquer comprovante recebido, e procurar a polícia para formalizar o registro.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, em orientação geral sobre esse tipo de golpe envolvendo Pix, recomenda ainda que a vítima entre em contato imediatamente com o banco pelos canais oficiais. O boletim de ocorrência pode ser feito presencialmente ou pela delegacia virtual do estado, com o máximo de detalhes possível: número usado no contato, data e horário da abordagem e o conteúdo das mensagens ou ligações. Prints, chamadas registradas, fotos do número e dados de eventual transferência ajudam na apuração. O órgão alerta, porém, que o banco pode tomar medidas cabíveis, mas não há garantia de recuperação do valor pago.

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