Uma revolução na forma como nos conectamos à internet está surgindo em laboratórios internacionais. Cientistas desenvolveram um novo sistema de transmissão de dados sem fio que utiliza lasers, alcançando a marca impressionante de 362 Gbps. A velocidade é tão alta que permitiria baixar dezenas de filmes em alta definição em menos de um segundo.
Diferente do Wi-Fi que usamos hoje, que depende de ondas de rádio, essa nova tecnologia usa feixes de luz moldados em chips fotônicos. Isso resolve um problema comum nas cidades modernas: a interferência. Como a luz não sofre com o excesso de aparelhos ligados ao redor, a conexão se torna muito mais estável e rápida.
Além da velocidade, o sistema traz um alívio para o bolso e para o meio ambiente. Os testes mostraram que o hardware a laser consome 50% menos energia do que os roteadores atuais. Isso significa uma operação mais eficiente tanto para grandes empresas quanto para o uso dentro de casa no futuro.
Apesar do sucesso nos testes, o morador de Paulo Afonso ainda vai precisar esperar um pouco para trocar o roteador. Para chegar ao consumidor comum, os componentes precisam ser diminuídos e o custo de produção reduzido. A expectativa é que a novidade apareça primeiro em hospitais e escritórios de engenharia.
O objetivo final é que os emissores de laser sejam embutidos diretamente em celulares, notebooks e tablets. No futuro, o Wi-Fi tradicional e o sistema óptico devem trabalhar juntos: um garantindo o sinal em toda a casa e o outro entregando ultravelocidade para tarefas pesadas, como jogos e vídeos em 4K.







