O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deu início, no último sábado (17), à maior operação de ressarcimento da sua história, um alívio para milhares de investidores. A força-tarefa visa liberar impressionantes R$ 40,6 bilhões para cerca de 800 mil pessoas e empresas que mantinham recursos no Banco Master, liquidado em novembro de 2025.
A medida, aguardada por muitos, permite que os credores solicitem a devolução de seus valores de forma prática e segura, diretamente pelos canais oficiais do FGC. No entanto, o grande volume de acessos gerou algumas instabilidades técnicas no aplicativo da entidade logo nas primeiras horas. Mais de 140 mil pessoas tentaram acessar o sistema até o meio-dia, causando lentidão no envio de documentos e na finalização dos pedidos.
Como Pedir Seu Dinheiro de Volta
O processo de resgate é pensado para ser simples, mas exige atenção aos detalhes de segurança:
- Para pessoas físicas, o primeiro passo é baixar o aplicativo oficial do FGC. O cadastro inclui um processo de biometria facial e o envio de fotos de documentos, como RG ou CNH.
- Já as empresas devem fazer a solicitação obrigatoriamente pelo site oficial do Fundo.
Depois que o termo de solicitação é assinado digitalmente dentro da plataforma, a expectativa é que o pagamento seja depositado na conta do investidor em até dois dias úteis. É importante que a conta para recebimento tenha a mesma titularidade do solicitante.
Entenda o Limite de Proteção e o que Fazer com Valores Acima
O FGC oferece uma importante segurança para os investidores, mas é fundamental entender seus limites. A proteção do Fundo é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Esse teto de garantia cobre uma variedade de investimentos comuns, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).
Além disso, o saldo parado em conta corrente também é coberto, somando o valor investido e os rendimentos acumulados até a data em que o banco foi fechado.
"Se você tiver um valor maior que R$ 250 mil, o excedente não será pago agora pelo FGC. Nesses casos, o investidor precisa buscar o ressarcimento diretamente no processo de liquidação que é conduzido pelo Banco Central", explica o portal ChicoSabeTudo.
Cuidado Redobrado com Golpes e Aplicativos Falsos
Com um volume recorde de dinheiro envolvido, o FGC fez um alerta rigoroso contra tentativas de golpe e aplicativos falsos que podem surgir. Para sua segurança, a entidade reforça que:
- Não utiliza intermediários para realizar o pagamento.
- Não cobra nenhuma taxa para que você receba seu dinheiro.
- Nunca entra em contato via WhatsApp ou SMS para pedir senhas ou solicitar transferências.
A orientação para quem enfrenta lentidão no sistema oficial é ter paciência e aguardar. A infraestrutura do aplicativo deve se estabilizar à medida que o fluxo de acessos se diluir ao longo dos dias, garantindo que todos consigam fazer suas solicitações com tranquilidade e segurança.







