Com a chegada da temporada junina, cresce o número de barracas, arraiais e pequenos negócios montados em praças e espaços públicos por todo o Nordeste. Quem planeja trabalhar nesses pontos temporários precisa regularizar o fornecimento de energia elétrica antes de abrir as portas — e o prazo é mais curto do que parece.
A ligação provisória de energia é o único caminho legal e seguro para atender estruturas temporárias instaladas em arraiais, praças e eventos públicos ou privados. Segundo informações divulgadas pela Energisa, distribuidora que atende Sergipe e outros estados, o pedido deve ser feito com no mínimo cinco dias úteis de antecedência — e 30 dias para instalações de média tensão.
Para fazer a solicitação, o interessado deve comparecer a uma agência da distribuidora de energia da sua região e apresentar RG, CPF, a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e uma lista dos equipamentos que serão utilizados, com as respectivas potências em watts ou quilowatts. Pessoas jurídicas precisam incluir também o CNPJ e documentos da empresa. Após a análise, a distribuidora calcula o consumo estimado, emite boleto e, com o pagamento confirmado, autoriza a ligação.
"É muito importante que o cliente apresente toda a documentação exigida. A ART é fundamental, pois é nesse documento que o engenheiro ou técnico responsável avalia as condições da instalação e garante que não haja riscos", orientou o coordenador de Atendimento da Energisa, Rosano Freitas, segundo informações divulgadas pela empresa.
Na Bahia, a distribuidora responsável é a Neoenergia Coelba. A empresa também intensifica as ações de fiscalização durante o período junino e alerta que ligações clandestinas — os chamados "gatos" — colocam em risco comerciantes, clientes e a vizinhança. Só neste ano, a Neoenergia Coelba já retirou cerca de 81 mil ligações clandestinas no estado.
O "gato" de energia não é apenas perigoso: é crime. O furto de energia é previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro e pode resultar em pena de reclusão e multa. Além da punição legal, as ligações irregulares provocam sobrecarga na rede, aumentam o risco de curtos-circuitos e incêndios e podem deixar ruas e bairros inteiros sem energia durante a festa.
Segundo a Energisa, somente em sua área de concessão em Sergipe foram identificadas cerca de mil irregularidades neste ano, nos 63 municípios atendidos. Foram recuperados aproximadamente 4 GWh de energia — volume suficiente para abastecer o município de Barra dos Coqueiros por cerca de dois meses, segundo informações divulgadas pela distribuidora.
Quem quiser denunciar uma ligação clandestina de forma anônima pode acionar a Energisa pelo telefone 0800 079 0196, pelo WhatsApp pelo site gisa.energisa.com.br ou pelo aplicativo Energisa On. Na Bahia, o contato é feito pelos canais da Neoenergia Coelba. As denúncias são sigilosas.







