Mal deu tempo de comemorar. Wally Liaw, um dos fundadores da gigante de tecnologia Super Micro, foi preso aos 71 anos nos Estados Unidos. A prisão aconteceu apenas dois dias depois de ele ser fotografado em um grande evento apertando a mão do chefão da Nvidia, a maior fabricante de chips do mundo.
A acusação é pesada: Liaw estaria ajudando a China a comprar tecnologia proibida. Promotores americanos afirmam que ele montou um esquema para burlar as leis de exportação e enviar para clientes chineses os chips de inteligência artificial mais potentes que existem.
O negócio seria bilionário. Segundo a investigação, o esquema teria facilitado a venda de 2,5 bilhões de dólares em servidores equipados com essa tecnologia de ponta. A Super Micro é uma das principais montadoras desses supercomputadores no mundo, usando os chips da Nvidia como peça central.
Esses chips são o motor da inteligência artificial, essenciais para treinar sistemas como o ChatGPT. O governo dos EUA proibiu a venda dos modelos mais avançados para a China, com medo de que o país use a tecnologia para fins militares e de vigilância, esquentando a guerra tecnológica entre as duas potências.
A notícia caiu como uma bomba no mercado financeiro. Logo após a prisão de Liaw ser divulgada, as ações da Super Micro despencaram, mostrando a preocupação dos investidores com o futuro da empresa.
Essa não é a primeira vez que o executivo se envolve em polêmicas. Anos atrás, Liaw já havia se afastado da Super Micro por causa de um escândalo de contabilidade, mas retornou à companhia. Agora, a acusação é bem mais grave e pode abalar o mercado global de tecnologia.







