Um grupo formado por mais de 200 especialistas em desenvolvimento infantil e pesquisadores enviou uma cobrança formal ao Google nesta quarta-feira (1º). Eles exigem que o YouTube e o YouTube Kids parem de exibir vídeos gerados por inteligência artificial (IA) para o público infantil.
O documento, entregue diretamente aos chefes da plataforma, aponta que esses conteúdos artificiais podem prejudicar a aprendizagem e confundir a cabeça das crianças, que ainda não sabem separar o que é real da ficção. Segundo os especialistas, até adultos têm dificuldade nessa distinção.
Entre as medidas solicitadas estão a proibição total de vídeos de IA no YouTube Kids e o fim das recomendações automáticas desses conteúdos para menores de 18 anos. O grupo também quer que os pais tenham um botão específico para bloquear qualquer material criado por robôs.
A preocupação principal é com o chamado "lixo de IA" — vídeos de baixa qualidade produzidos em massa para prender a atenção. Esses conteúdos costumam usar cores berrantes e movimentos acelerados que, segundo o alerta, podem causar sobrecarga mental e viciar os pequenos nas telas.
Os pesquisadores defendem que o consumo exagerado desses vídeos acaba roubando o tempo que a criança deveria usar para brincar, dormir e interagir com outras pessoas, atividades que são essenciais para o crescimento saudável.
Por outro lado, o YouTube se defendeu afirmando que já possui regras rígidas e que, no YouTube Kids, apenas canais selecionados de alta qualidade podem exibir conteúdos desse tipo. A plataforma diz ainda que penaliza vídeos feitos apenas para gerar volume e que permite aos pais bloquearem canais indesejados.







