A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou a detecção de mais de 40 mil asteroides próximos da Terra, um marco significativo no monitoramento destes corpos celestes. As rochas, que variam de poucos metros a vários quilômetros, orbitam em trajetórias que as aproximam do nosso planeta, exigindo vigilância constante.
O primeiro asteroide desse tipo, nomeado Eros, foi descoberto em 1898. Desde então, as detecções progrediram lentamente até os anos 1990, quando a implementação de levantamentos automáticos começou a acelerar o ritmo de identificação. De acordo com Luca Conversi, gerente do Centro de Coordenação de Objetos Próximos da Terra, o número de NEAs cresceu exponencialmente nas duas últimas décadas, passando de cerca de mil no início do século para trinta mil em 2022.
O recente desenvolvimento e a inauguração de novos telescópios, como o Observatório Vera C. Rubin no Chile, prometem ainda mais avanços. Este equipamento, embora não focado exclusivamente na identificação de asteroides, deve possibilitar a descoberta de dezenas de milhares de novos objetos a cada ano. A ESA também está implementando uma rede de quatro telescópios, denominada Flyeye, para aumentar a cobertura do céu e detectar asteroides previamente inobservados.
Embora a maioria dos asteroides catalogados não represente uma ameaça significativa, cerca de dois mil ainda têm uma pequena probabilidade de colisão com a Terra nos próximos cem anos. Os riscos estão mais concentrados em asteroides de tamanho médio, com medidas entre 100 e 300 metros, dos quais apenas 30% foram mapeados até agora.
Em paralelo, a ESA avança em estratégias de mitigação de riscos, como a missão Hera, destinada a estudar os efeitos da colisão do asteroide Dimorphos realizada pela missão DART da NASA. O monitoramento contínuo e o aprimoramento das tecnologias de detecção e observação são essenciais para a segurança planetária e preparam a base para futuras estratégias de defesa.







