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Dois clarões na Lua registrados a até 96.560 km/h

Dois clarões na Lua registrados por Daichi Fujii nos dias 30 e 1º; impactos confirmados por múltiplos instrumentos tiveram velocidade de até 96.560 km/h.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Serviço
05 de novembro, 2025 · 15:57 2 min de leitura
Nova data indica que outras bacias lunares também podem ser mais antigas do queas atualmente mapeadas (Imagem: Alones Creative/iStock)
Nova data indica que outras bacias lunares também podem ser mais antigas do queas atualmente mapeadas (Imagem: Alones Creative/iStock)

Dois clarões na Lua chamaram a atenção de observadores na Terra. Eles foram registrados na quinta‑feira (30) e no sábado (1º), em pontos a leste da cratera Gassendi e a oeste do Oceanus Procellarum, com velocidade estimada em até 96.560 km/h.

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O responsável pelos registros foi o curador Daichi Fujii, do Museu da Cidade de Hiratsuka, no Japão. Ele usa um conjunto de telescópios automáticos para monitorar a superfície lunar e já documentou cerca de 60 impactos desde 2011. Como ele mesmo explica, a ideia é aproximar o público da pesquisa científica: «Quero que o público aprecie a ciência».

O que se observou

Em resumo:

  • Datas: 30 e .
  • Locais: a leste da cratera Gassendi e a oeste do Oceanus Procellarum.
  • Velocidade estimada: até 96.560 km/h.
  • Método: monitoramento por telescópios automáticos e confirmação por múltiplos instrumentos no Japão.

A observação simultânea por vários equipamentos ajudou a descartar ruídos de raios cósmicos e a confirmar que se tratou mesmo de impactos. Um especialista do Centro de Coordenação de Objetos Próximos da Terra da Agência Espacial Europeia, Juan Luis Cano, avaliou os registros como autênticos e comentou que «esses clarões de impacto parecem reais. Ambos parecem estar um pouco acima da média em termos de tamanho do clarão».

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Seriam esses objetos parte da chuva de meteoros Taurídeos, associada ao cometa Encke, que às vezes traz fragmentos maiores? Fujii sugeriu essa ligação, e registros como esses ajudam os cientistas a refinar estimativas sobre a frequência e a energia dos impactos na Lua — dados que também servem para avaliar riscos na Terra.

Sobre as reações oficiais: a NASA não comentou os incidentes devido a uma paralisação de atividades por falta de verba, segundo os registros recebidos, embora observatórios de defesa planetária financiados pela agência tenham seguido operando. A Agência Espacial Europeia não registrou os eventos porque estava claro demais na Europa no momento dos impactos.

Por fim, esses dados não são apenas número: servem para atualizar modelos de risco e orientar o projeto de estruturas e operações em futuras missões e bases lunares. Como disse Fujii, «Compreender a frequência e a energia dos clarões de impacto pode orientar o projeto e a operação de bases lunares». Monitorar o céu é uma forma prática de aprender e se preparar para o que vem pela frente.

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