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Descobertas de 53 quasares supermassivos por astrônomos na Índia

Descoberta de 53 quasares supermassivos na Índia revela jatos que se estendem por até 7,2 milhões de anos-luz, oferecendo novas informações sobre o cosmos.

Redação ChicoSabeTudo
02 de dezembro, 2025 · 15:19 2 min de leitura
Um dos 53 quasares descobertos pelo levantamento. Crédito: Souvik Manik, Netai Bhukta, Sabyasachi Pal e Sushanta K. Mondal
Um dos 53 quasares descobertos pelo levantamento. Crédito: Souvik Manik, Netai Bhukta, Sabyasachi Pal e Sushanta K. Mondal

Uma equipe de astrônomos da Índia revelou a descoberta de 53 novos quasares supermassivos com jatos de matéria se estendendo por até 7,2 milhões de anos-luz. A pesquisa, publicada no periódico The Astrophysical Journal Supplement Series, baseou-se em dados do Levantamento Celeste do Radiotelescópio Gigante de Ondas Métricas (GMRT), próximo a Pune, e oferece novas informações sobre a evolução desses poderosos objetos cósmicos.

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Os novos quasares foram identificados entre 369 quasares de rádio recentemente catalogados. Esses jatos de longa distância emitem radiação em ondas de rádio e foram visualizados de maneira mais eficaz por meio de levantamentos de baixa frequência, como o realizado pelo GMRT. Isso permitiu o estudo das estruturas tênues que ligam os lóbulos formados pelos jatos.

Os quasares representam núcleos ativos de galáxias que contêm buracos negros supermassivos. À medida que esses buracos negros consomem gás e poeira, parte do material é direcionada para os polos, criando jatos que podem alcançar velocidades próximas à da luz. Souvik Manik, um dos pesquisadores envolvidos, enfatiza que os tamanhos observados superam em muito as dimensões do nosso Sistema Solar e da Via Láctea.

“Estamos falando de algo entre 20 e 50 diâmetros da Via Láctea colocados lado a lado”, disse Souvik Manik.

Os dados também revelam que cerca de 14% dos quasares descobertos estão situados em ambientes cósmicos densos, como aglomerados de galáxias. Essa densidade influencia a evolução dos jatos, que podem ser desacelerados ou curvados em regiões mais densas, enquanto crescem de forma livre em áreas mais vazias. A assimetria entre os jatos observados sugere que eles estão interagindo com um ambiente desigual.

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Estudos futuros poderão aprofundar a compreensão sobre as interações entre quasares e seu ambiente, além de investigar mais sobre a evolução do cosmos. A sensibilidade do GMRT e a cobertura extensa do céu realizada pela nova pesquisa prometem trazer novas descobertas sobre a formação de galáxias e a dinâmica do Universo primordial.

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